MBTI: O que é e como pode te ajudar

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A ideia é apresentar o básico da teoria, dizer onde os testes podem ser feitos e indicar a literatura e referências onde podem ser conseguidas informações mais profundas.

Se quiser apenas o teste, pule para o fim do post. E depois volte! 😉

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Motivação: Foi o fato de ter achado meu tipo, estudado sobre ele, visto as pessoas bem sucedidas do meu tipo, me ajudaram a refletir e relembrar o que havia de melhor em mim e qual minha verdadeira paixão na vida e ter a coragem de segui-la, voltando a escrever depois de 10 anos e criando o blog.

Espero sinceramente que aconteça algo semelhante com vocês, pois não tem prazer maior que seguir nosso verdadeiro propósito, mesmo que comece como um hobbie.

A realidade é que todos procuram um emprego quando, na verdade, o que precisamos mesmo é responder ao nosso chamado!

O que é o MBTI

Em sua obra Tipo Psicológicos, Carl Jung utilizou seus anos de experiência, observações e insights sobre a psicologia humana para elaborar o conceito de Extroversão e Introversão.

Combinado com esse conceito, ele identificou 4 princípios básicos pelo qual processamos e expressamos nossas energias: Sentimento (F), Pensamento (T), Sensorial (S) e Intuição (N).

Disclaimer: Descrição behaviorista para exemplificar melhor a diferença entre as funções cognitivas.

Então da combinação dos 4 processos cognitivos e para onde essa energia é direcionada (E ou I) tem-se as funções básicas:

Orientação: Introvertida (I) vs Extrovertida (E)

Percepção Extrovertida (Se)

Focada nos 5 sentidos e externamente, é focada na busca do mundo externo, real e concreto. Experimentar o mundo dos sentidos, gostos, cheiros, sensações é o foco dessa função. Pessoas com essa função sentem-se bem no mundo, são detalhistas para objetos externos, adoram novas sensações e experimentar tudo que o mundo dos sentidos tem a oferecer. Adaptam-se muito bem quando eventos externos inesperados acontecem, adequando-se a atitude e estratégia que melhor se aplica a cada momento.

Percepção Introvertida (Si)

Semelhante à Se, porém voltada para o mundo interior. Foca em como os objetos externos afetam o mundo interno.

Sendo assim, pessoas com essa função acabam criando uma vasta biblioteca interna de sensações e impressões sobre o mundo, e com isso são adeptos de seguirem o tradicional, aquilo que já foi testado e aprovado. Tem certo apego ao passado e dificuldade em adotar novas posturas ou uma nova visão antes de séria análise.

Sentimento Extrovertido (Fe)

Funciona como um sintonizador de rádio, porém para as emoções humanas. Como é voltada para fora, está sempre ciente do “clima do ambiente” e percebe rapidamente quando esse ambiente emocional está desequilibrado, sentindo em si as emoções alheias.

Pessoas com essa função sofrem quando os outros sofrem, e fazem de tudo para acomodar os sentimentos alheios, lutam para o consenso entre as pessoas e sociedade como um todo. Acha que o individual deve se sujeitar ao “bem maior”, e que os desejos do indivíduo devem moldar-se ao bem do coletivo, quando necessário.

Sentimento Introvertido (Fi)

Como a Fe, luta para a harmonia dos sentimentos, mas nesse caso do próprios sentimentos, valores e moral. Autenticidade e individualidade são imperativos para esta função. Enquanto a Fe está preocupada como as pessoas afetam umas as outras e o mundo, a Fi está preocupada como o mundo e as outras pessoas afetam cada indivíduo.

Preza e respeita a individualidade, subjetiva por natureza, procura moldar o mundo e pessoas de acordo com seus valores e sofrem demais quando isso não acontece. Por conta disso, estão sempre focados em ajudar os marginalizados, os necessitados e incompreendidos da sociedade, sejam humanos ou animais.

Pensamento Extrovertido (Te)

Focada em estruturas puramente lógicas, práticas e pragmáticas, não se atendo aos detalhes subjetivos e emocionais das situações. Tem o objetivo de “otimizar” o mundo a sua volta, padronizar e organizar as estruturas e pessoas. Foco no resultado. Pessoas que expressam-se através dessa função, são claras e precisas na sua linguagem e assertivas em suas decisões e ações, porém tendem a deixar o componente humano (emocional) de lado.

Pensamento Introvertido (Ti)

Também focada em estruturas puramente lógicas, mas ao contrário de Te, internaliza o mundo externo e utiliza essas informações para fazer associações, abstrações, teorias, que não necessariamente são aplicáveis no mundo real nem são tão pragmáticas. São amantes do conhecimento pelo próprio conhecimento.

Intuição

A intuição busca ver o que está além dos objetos concretos, o potencial por trás de tudo, abstrair características comuns, projetar no futuro e captar possibilidades, e não tanto o tangível,  no aqui e agora. Ela capta a essência do concreto, induz e deduz para chegar à conclusões não óbvias, pois ela “vê” o que está além dos 5 sentidos.

Os usuários desta função não tem controle sobre a mesma, são recebidas como insights visionários ou criativos.

Intuição Extrovertida (Ne)

Procura captar o mundo externo e todas suas possibilidades, descobrir associações, padrões explorar todas as possibilidades e não se limitar a escolher uma única.

Quem utiliza essa função para expressar-se, geralmente parece que está fazendo um brainstorming consigo mesmo em voz alta, deixando os ouvintes sem entender qual o ponto, nem o objetivo final de tudo que está sendo exposto. Esse é o traço principal, explorar todas as opções, ser abrangente e divergente.

Intuição Introvertida (Ni)

Captura as informações do mundo externo, internaliza, e entrega para o subconsciente processar. Altamente contemplativos pois não utilizam o raciocínio propriamente dito para chegar as conclusões, elas vem através de insights e a forma de pensar se utiliza muito imagens.

Ao contrário da Ne, o foco da Ni é convergente, as associações caminham para uma conclusão final, vindo em forma de um momento “a-há!”.

 

As funções podem ser agrupada de uma outra forma, sendo divididas em funções Julgadoras e funções Percebedoras:

Funções Julgadoras: Sentimentais (F) vs Racionais (T)

As funções que contém F ou T avaliam, discriminam entre opções diferentes, julgam, padronizam e categorizam o mundo.

A diferença é que o Pensamento (Te e Ti) faz isso através de regras lógicas, estruturas e pragmatismo (Objetividade).

Já o Sentimento (Fe e Fi), faz isso através dos valores, moral, ética, avaliando sempre entre bem e mal, bom e ruim, certo e errado, sempre avaliando os opostos éticos e morais (Subjetividade).

Funções Percebedoras: Sensoras (S) vs Intuitivas (N)

Essas funções apenas captam as informações, sem avaliar ou julgar.

São contemplativas e passivas por natureza. Apenas absorvem o mundo interno e externo como ele é.

A diferença é que Sensação (Se e Si) é voltada para os 5 sentidos, mundo concreto, real e tangível.

Já a Intuição (Ne e Ni) é voltada para os processos do subconsciente e ele que fica encarregado de trabalhar com as informações recebidas.

Percebedores (P) vs Julgadores (J)

Essa classificação não veio diretamente da teoria de Jung, foi introduzida por Myers e Briggs e indica apenas se o indivíduo é preferencialmente Julgador ou Percebedor, o que indica o J ou P é se a primeira função Extrovertida da sequência das 4 funções do indivíduo é Julgadora ou Percebedora.

As funções são muito mais complexas e ninguém é formado apenas de uma delas, e sim 4, como ficará mais claro nos próximos posts.

Cada indivíduo tem pelo menos uma função de cada natureza, ou seja, pelo menos uma função Racional (T), uma Sentimental (F), uma Intuitiva (N) e uma Sensorial (S).

O que ocorre é a prioridade que o indivíduo dá àquela função. E por conta disso, elas tem uma ordem de prioridade, sendo, da mais natural e utilizada, para a menos utilizada e inconsciente: Dominante, Auxiliar, Terciária e Inferior.

Essa ordem se guia pelo grau de consciência de cada uma, sendo a dominante a que usamos mais conscientemente e a inferior a que nos guia mais inconscientemente pois quase não temos controle sobre ela. A medida que envelhecemos e amadurecemos começamos a integrar essas funções mais abaixo na ordem (Terciária e Inferior) conseguindo manejá-las conscientemente.

Baseado nessa teoria de Jung, Myers and Briggs enfatizando as preferências (E, I, S, N, T, F, J, P) padronizaram um teste e os 16 tipos psicológicos que derivam dessas combinações.

Formando assim o MBTI (Myers Briggs Test Indicator).

Em resumo, seja pelo DNA, bioquímica, temperamento ou experiências de vida (não vou entrar no mérito aqui pois o foco não é provar a teoria), cada indivíduo é composto por 4 funções principais (dentre as 8 disponíveis) que o acompanharão pela vida toda. Se trata de uma preferência de como esse indivíduo interage com o mundo externo e interno, pessoas, e principalmente consigo mesmo.

Sendo assim temos os 16 tipos de personalidade e cada um tem seus apelidos dependendo do estudioso do tema (nada a ver com profissões).

OS 16 tipos são:

Tipo Apelido Funções Famosos Carreira
ESFJ Cônsul/Provedor Fe, Si, Ne, Ti Famosos Carreira
ESFP Animador/Performer Se, Fi, Te, Ni Famosos Carreira
ESTP Empreendedor/Promotor Se, Ti, Fe, Ni Famosos Carreira
ESTJ Executivo/Supervisor Te, Si, Ne, Fi Famosos Carreira
ENTP Debatedor/Inventor Ne, Ti, Fe, Si Famosos Carreira
ENTJ Comandante/Marechal Te, Ni, Se, Fi Famosos Carreira
ENFJ Protagonista/Professor Fe, Ni, Se, Ti Famosos Carreira
ENFP Ativista/Promotor Ne, Fi, Te, Si Famosos Carreira
ISTJ Logístico/Inspetor Si, Te, Fi, Ne Famosos Carreira
ISTP Virtuoso/Artesão Ti, Se, Ni, Fe Famosos Carreira
ISFJ Defensor/Protetor Si, Fe, Ti, Ne Famosos Carreira
ISFP Aventureiro/Compositor Fi, Se, Ni, Te Famosos Carreira
INTJ Arquiteto/Mastermind Ni, Te, Fi, Se Famosos Carreira
INTP Logicista/Arquiteto Ti, Ne, Si, Fe Famosos Carreira
INFP Mediador/Curandeiro Fi, Ne, Si, Te Famosos Carreira
INFJ Advogado/Conselheiro Ni, Fe, Ti, Se Famosos

Carreira

Os detalhes de cada tipo pode ser encontrado por toda a internet, sites, blogs, youtube, etc.

Após ter feito o teste e descoberto seu tipo, basta procurar por ele. (Ex: O meu é INFP).

Como pode te ajudar

1 – Esse teste e essa teoria não deve no meu ponto de vista ser usada como curiosidade, tipo astrologia: Geminianos mudam muito de ideia, Cancerianos prezam a família, Librianos são indecisos, etc.

Quando fizerem o teste, no próprio site tem a descrição comportamental dos tipos e diz muita coisa legal, mas só ler isso não é a intenção, e sim aprofundar na teoria das funções e temperamentos que pode ser encontrada aqui no blog.

2 – A começar pelo teste, que geralmente ao fazer as primeiras vezes “tipificamos” erroneamente, porque na verdade não nos conhecemos. Ou seja, o fato de tentar nos tipificar corretamente em si, já é um processo de autodescoberta e autoconhecimento.

3 – Buscando informações na internet, encontramos diversas pessoas pelo mundo todo com o mesmo tipo, e por consequência que tiveram as mesmas dificuldades na vida, sejam elas de relacionamento, profissionais, pessoais, psicológicas, etc., podendo assim compartilhar experiências de vida.

Digitando INFP por exemplo no youtube, encontrei e assisti centenas de horas de pessoas com meu tipo, seus desafios, reflexões, insights, lições de vida, e fiquei em choque o quão parecido somos e o quanto as lições que eles compartilharam me ajudaram a entender algumas coisas sobre mim mesmo e sobre minhas escolhas na vida. Vale a pena conferirem seu tipo no youtube e google.

4 – Estudando como os outros tipo e funções lidam com o mundo, situações, pessoas, pode nos poupar de um mundo de dor. Todos sabemos que as relações pessoais são essenciais na vida, porém a tendência é sempre vermos nosso ponto de vista, achar que há apenas uma forma de ver as coisas (a nossa, que é a certa aliás) e vendo como outras funções e tipos encaram as mesmas situações, pode abrir nossos olhos de o porque temos problemas com o cônjuge, amigos, filhos, pessoas em geral que passam em nossas vidas.

 

Dicas para o teste

1 – Seja honesto consigo mesmo, pois no mundo atual e profissional é dado valor a algumas características mais que para outras, por exemplo é dito que é melhor ser racional que emocional e melhor ser planejador que espontâneo. Lembre-se que se trata de preferência, nenhuma é melhor que a outra, então pense em como age na maioria das vezes e não em casos específicos.

2 – Peçam a ajuda dos amigos ou familiares para ajudar a vermos nossos erros de percepção. O que somos e o que achamos que somos é muito diferente (tópico para outro post). Como aconteceu comigo, eu achava uma coisa mas se eu tivesse dado o trabalho de perguntar para os amigos, não teria perdido uma semana pesquisando o tipo errado e achando que não batia muito a descrição.

3 – Extroversão e Introversão não tem nada a ver com gostar de sair, gostar de pessoas, em ser desinibido ou inibido.Tanto um quanto o outro podem ser tudo isso, a diferença está no foco de onde vai a energia, o extrovertido foca nos objetos externos por si só e o introvertido foca na impressão interna que o objeto externo causou. Um é mais explorador e interativo com o mundo o outro mais contemplativo e reflexivo.

Que saber mais e realizar os testes, clique: GUIA DE ESTUDO

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