Intuitivos (N) vs Sensores (S)

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Crédito Da Imagem: Personality Central

Como sempre aviso de antemão que vou destacar e exagerar nos traços para que fiquem claras as diferenças. Pois todos temos uma função de cada tipo, é uma questão de preferência e blá blá blá… todo post tem isso… não vou entediar vocês novamente!

Seguindo os posts sobre os 4 eixos do MBTI, hoje falaremos sobre Intuição (N) e Sensação (S).

Lembrando sempre que é uma questão de preferência e por conta disso ao longo da vida cada pessoa praticou, tem mais naturalidade e usa mais frequentemente um dos dois opostos.

Mas, todos nós temos pelo menos uma função de cada lado, ou teremos (Se – Ni) ou teremos (Si – Ne), não necessariamente nesta ordem, dependerá do seu tipo MBTI.

As funções Sensoras são (Percepção Extrovertida Se e Percepção Introvertida Si).
As funções Intuitivas são (Intuição Extrovertida Ne e Intuição Introvertida Ni)

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Sensação

Sensores tendem a prestar atenção ao presente. Focando em seus cinco sentidos e diretamente de suas próprias experiências. Criam significado à partir do pensamento consciente, ao invés de confiar em seu subconsciente, limitando sua atenção mais aos fatos e dados sólidos. 

Quando necessário, eles não se incomodam em se aprofundar nos pequenos detalhes da situação. Se concentram no que é imediato, prático e real, e vivem a vida como ela é, em vez de tentar mudar o mundo. Gostam de lógica e tendem a ver as coisas numa sequência clara. No trabalho, eles preferem rotina clara e gostam de usar suas habilidades táticas nas situações.

  • Focam em evidências (fatos, detalhes, exemplos, etc.).
  • São práticos,  realistas e “pés no chão”.
  • Preferem ter um plano bem pensado com detalhes e com antecedência.
  • São diretos.
  • Mostram uma sequência lógica em passos ordenados.
  • Trabalham com energia moderada e mais constante.
  • Usam com moderação conceitos e estratégias e concentram-se mais nas consequências diárias de seus planos.

Intuição

Intuitivos processam os eventos e objetos mais profundamente do que sensores e sentem-se à vontade em confiar em seu subconsciente e em seu ‘sexto sentido’, instinto, intuição ou o como quiser chamá-lo. São bons em reconhecer padrões e tendem a ter uma visão de alto nível e global, ao invés de focar nos detalhes e minúcias. 

Gostam de ideias e inspiração e tendem a ter um foco no futuro, o que eles vão planejar para mudar o mundo ao invés de continuar a viver no presente imperfeito. No trabalho, eles gostam de adquirir novas habilidades e trabalhar num nível estratégico. Podem ser vistos como pouco práticos, mais teóricos e tendo menos determinação para realizar coisas concretas que os Sensores.

  • Apresentam ideias abstratas e conceitos de forma global em primeiro lugar, em seguida, delineiam os detalhes.
  • Não tendem a ver nem dar detalhes a menos que solicitado.
  • Quando fornecida uma ideia, hipótese ou resumo, não pedem mais detalhes.
  • Aceitam a conclusão intuitiva pelo valor próprio dela e como hipótese válida e aplicável.
  • São pacientes.
  • Trabalham em picos de energia, altos e baixos.
  • Gostam sonhar, fantasiar e incentivar a imaginação.

Dois exemplos para ficar mais clara a distinção:

Desafio 1:

Dada está imagem:

Créditos do exemplo: Ann Holm

Os Sensores tenderiam muito mais atentar-se aos detalhes e aos aspectos concretos da situação:

Haviam 7 cães na mesa de poker jogando. A mesa era de veludo verde e as paredes eram cinza azulado. Uma luz vermelha pairava sobre a mesa e o relógio na parede mostrava ser pouco mais das duas horas. Havia uma pintura na parede com um quadro amarelado. Um cão estava entregando a um outro cão um cartão por debaixo da mesa.

Já os Intuitivos iriam extrapolar além do visível e abstrair ideias. Trazer o mundo real para a mente e imaginar como as coisas “poderiam” ser e conectar ideias aparentemente sem relação:

Os cães estão jogando poker.
Um deles está trapaceando.
Talvez eles irão repartir o dinheiro ao final do jogo.
Pergunto-me se suas esposas aprovariam deles ficarem fora a noite toda numa noite de jogatina. Será justo eles as deixarem em casa sozinhas?
Eu não acho isso legal!

Desafio 2:
Dada está imagem:

Se a primeira coisa que veio na sua cabeça foi:

Nossa uma fonte de alimentação de computador…Ela é cinza (ou prata? desculpe sou N 87%). Ela deve ter ser de 400W, não dá nem para aguentar meu PC gamer lá de casa. Ela é antiga, e a marca não é boa. A minha é bem melhor!  Então lhe informo que a chance é grande de você ser (S).

Agora se a primeira (ou pelo menos segunda) coisa que veio na sua cabeça (como na minha) foi:

Juventude, Água, Potável, Desejos, … de problemas, código de programação, Poços de Caldas, Cataratas do Niágara, entre outras dezenas de “loucuras”…

…Parabéns e meus pêsames, você deve ter (N) em algum lugar do seu ser.

Pelos exemplos espero que tenham ficado ainda mais claras as diferenças.

Enquanto o (N) está focado na impressão que os objetos e eventos do mundo real causaram em sua mente, mais ainda se forem Introvertidos, os (S) estão focados em como as coisas realmente são no mundo concreto.

Sendo assim, Intuitivos são muito idealistas e por isso costumam sofrer de depressão, novamente, mais ainda se forem Introvertidos, pois tem dificuldade em aceitar que a realidade da vida é e sempre será muito diferente da sua idealização conceitual (Ti) ou “perfeição” concreta (Te).

Ou que a ética e moral não são respeitadas. E por isso sofrem quando as pessoas não agem de forma “correta” diante dos princípios que aquela pessoa define como bons e inquestionáveis (Fi) ou quando as pessoas não são bondosas e harmoniosas umas com as outras (Fe).

Já os (S) não tem tanto problema em encarar a realidade como ela é. Por isso tem uma visão muito mais pragmática e utilitarista do mundo. São práticos e não acham que vale tanto a pena filosofar em como as coisas poderiam ou deveriam ser, pois dado que elas são do jeito que são, vamos partir disso para avaliar, tomar decisões e agir.

Outro ponto importante é que sendo voltado às ideias, para os (N) em geral, a diferença entre imaginar as coisas e viver as coisas não é tão grande quando para os (S).

Pois se o foco é na abstração do mundo, será que tem tanta diferença abstrair as cenas entre duas pessoas em um filme ou seriado ou entre duas pessoas na vida real?

Será que tem tanta diferença entre ouvir alguém contanto uma história bem chatinha numa mesa de bar ou ler uma história interessante num livro? Qual é mais estimulador?

Entendem porque os (N)s abominam “small talks” ou “jogar conversa fora”? – Ainda mais se forem Introvertidos (de novo). Pois não há nada para abstrair e refletir.

Poderia elaborar melhor aqui, mas já fiz isso no meu post sobre Introversão.

Agora imaginem um (S) ouvindo isso.

– Oi? Como assim? Ler sobre as coisas e viver as coisas é muito parecido? Você é louco? Não sabe diferenciar a fantasia da realidade?

E a nossa resposta, poderia ser – Sim, mas o prazer pode chegar a ser o mesmo. Melhor uma fantasia interessante e prazerosa que uma realidade enfadonha e medíocre.

Nesse ponto já devem ter percebido porque isso jamais faria sentido para um (S).

Pois nesse caso, ver as coisas com os olhos da mente e vivenciá-las no presente, no aqui e agora, com seus cinco sentidos, faz TODA a diferença! Não tem nem comparação!

Por isso a maioria dos (S)s que eu conheço não tem o hábito de ler e os (N)s são leitores ávidos. Não há nada mais enfadonho para um (S) que uma página branca cheia de letrinhas. Nada para cheirar, tocar, degustar, olhar e ouvir. Tédio terrível!

É por isso que os INFPS preferem exprimir os fortes sentimentos (Fi) que tem dentro através de ideias, palavra escrita, atuando como atores, filosofando e escrevendo poesia, fazendo isso via (Ne).

Já os ISFPs preferem exprimir seu fortes sentimentos (Fi) através da música, dança, artes plásticas, arquitetura, escultura, etc. via (Se).

É por isso que os ENTPs querem debater avidamente ideias e gerar mais mais ideias e cenários fictícios para explorar via Ne.

Já os ESTJs querem partir para a ação, concretizar os planos, pouca ênfase nas ideias e muita ênfase em agir no mundo real, movendo objetos e pessoas para concretizar suas vontades e projetos via Te.

A linguagem de um (N) tende a ser mais metafórica, rebuscada, prolixa e não tão direto ao ponto no caso da Ne por exemplo. Pois o próprio uso da linguagem é um prazer. Não há tanta pressa em chegar ao ponto, sempre que possível. As ideias e brincar com a linguagem, seja por metáforas, duplos sentido e sarcasmo é praticamente um afrodisíaco para um (N).

Já para um Te a linguagem precisa transmitir apenas o necessário para levar ao entendimento e á ação.

Seu jeito de falar é pragmático e direto ao ponto. Eficiência e economia de palavras é a norma. Procura sempre maximizar a densidade informacional ao se expressar.

Muitos problemas e mal entendidos no ambiente de trabalho e nas relações se dão por isso. Venho reparando…

Se você estava empolgado em algum momento de sua vida, sofrendo de verborragia de tanta animação, e alguém virou e disse – Vá direto ao ponto, provável que fosse um XSTJ rs.

Já foi mencionado no resumo, mas elaborando melhor, os (N) vivem no futuro e os (S) vivem no presente (Se) ou no passado (Si).

Claro, porque nada mais real e concreto que o que está ocorrendo aqui e agora, e o que ficou no passado está lá porque um dia aconteceu no aqui e agora e foi chamado de presente.

Já os (N)s vivem no futuro, projetando, simulando e fantasiando. Pois se a ideia é imaginar como as coisas poderiam ser, a única forma é viver no futuro. Perdemos muitas experiências do momento por conta disso. Pode ser uma bênção e uma maldição.

Já me arrependi de muitos momentos “perdidos” porque na hora estava vivendo em minha cabeça e não na situação com os 5 sentidos.

Tendo isso como gancho, como os (N)s tendem a viver em suas mentes, costumam ter dificuldade em focar nos detalhes concretos e vivenciar o real do dia a dia. Como vim a entender isso em mim mesmo foi, como se a realidade que eu vivesse não fosse a realidade completamente objetiva, pois me parece as vezes que eu (ou nós N) abstraímos a parte da realidade que nos interessa naquele momento, e vivemos baseados nessa abstração que está em nossas mentes.

Claro que essa abstração tem muito menos detalhes, pois nem tudo é captado, apenas a parte subjetiva, a parte a qual precisamos interagir naquele momento. Por exemplo, quando estou engajado numa conversa interessante, sobre algo que me interessa com alguém, só a pessoa é abstraída, estou focado no jeito, fala, no conteúdo sendo discutido, e nas minhas impressões e reflexões sobre o que ocorre.

Naquele momento estou quase que totalmente alheio à cor da mesa, decoração do lugar, o caminho que fizemos até ali, se o garçom é homem ou mulher, etc. E quando fossemos embora, se me perguntassem, não saberia descrever boa parte do que ocorreu, mas teria absorvido toda a conversa, e criado muitas ideias e reflexões que carregaria para a vida toda.

Caso, por exemplo, entrasse algo que me chamasse atenção, uma garota bonita por exemplo, ou alguém me pedisse para olhar a bolsa ou ficar de olho no carro que o manobrista está trazendo, aí sim, conscientemente traria também mais aquela parte da realidade para minha abstração, pois agora passou de um dado irrelevante para minhas reflexões, para um dado relevante, pois não quero nem perder o carro, nem a bolsa de vista. Mas esse esforço seria consciente. No primeiro minuto que já não precisasse mais prestar atenção nisso, ou porque outra pessoa já está prestando atenção ou porque o carro e a bolsa já estão seguro, então esses objetos seriam removidos a abstração mental que foi feita do mundo, e passariam novamente a serem ignorados.

Não sei se isso é comum a todos os INs, mas imagino que possa ser…

A vantagem disso é que tendo só essa parte da realidade em nossa mentes liberamos uma quantidade imensa de recursos para dedicar aos nossos pensamentos e reflexões, e sendo assim, a velocidade aumenta muito, junto com a concentração e o nível de profundidade atingido. Ex: Imagino que Einstein (INTP), talvez não tivesse realizado tantos experimentos mentais e chegado á conclusões tão profundas e inesperadas se tivesse a todo momento prestando atenção na decoração dos lugares onde passava, vendo o celular e andando igual zumbi na rua, preocupado com os carros, pessoas, e arquitetura, e captando e focado em todos os detalhes externos que nos bombardeiam de momento á momento. Reza a lenda inclusive que ele só tinha um modelo de roupa para evitar que tivesse que focar atenção e perder tempo todos os dias decidindo qual roupa vestir. E esse é o nível de abstração e ao mesmo tempo cegueira para o mundo externo que um IN pode chegar quando está focado.

Já a desvantagem, obviamente, é que os INs costumam esquecer as coisas, se perder, não ouvir o que as pessoas falam quando não lhes interessa, esquecer o que foi dito as poucas vezes em que prestou atenção,em assuntos que não lhe interessavam, não tem boa geolocalização, coordenação motora e vontade de engajar-se em atividades físicas. Nesse caso, ainda mais se forem (P).

Por outro lado, alguém que seja S, principalmente Se no primeiro grupo, dificilmente conseguiria ficar muito tempo sem praticar esportes, viajar e sentir o vento no rosto, tomar banho de mar, degustar comidas e bebidas, dançar, correr, etc. A pior coisa seria ficar parado lendo e estudando por longas horas e por um longo período de tempo.

Conclusão

Espero ter ajudado a deixar mais claras as diferenças para quem ainda confundia. Se pensar em algo mais, eu acrescento posteriormente. Entendem o quão profundo pode vir a ser o conhecimento quando vamos atrás?

De novo reitero, que, o MBTI e a tipologia de Jung não é tipo astrologia, onde apenas características comportamentais são feitas dos signos, a nível de curiosidade, só para entreter e depois partir para o próximo meme.

É uma coisa muito mais profunda, que realmente pode mudar a sua vida, relações seu destino para sempre!

Então, uma coisa são os 4 eixos E-I, F-T, N-S e T- P. Isso é uma denominação do Myers-Briggs Test Indicator (MBTI) que foi baseado na teoria de tipologia de Jung, essas letras, como no meu tipo (INFP), são apenas uma regra para encontrar as funções por trás de cada tipo.

Então para quem quiser se aprofundar na teoria da tipologia de Jung precisa estudar as funções propriamente ditas, a interação entre elas, a ordem em que estão no seu tipo, etc.

Se animou? Faça o teste e descubra seu tipo e suas características: MBTI

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