Anúncios

Julgadores (J) vs Percebedores (P)

Essa classificação de J ou P não veio diretamente da teoria de Jung, foi introduzida por Myers e Briggs e indica apenas se o indivíduo é preferencialmente Julgador ou Percebedor, o que indica o J ou P é se a primeira função Extrovertida da sequência das 4 funções do indivíduo é Julgadora ou Percebedora.

As funções Percebedoras são Intuição (Ne e Ni) e Sensação (Se e Si).
As funções Julgadoras são Pensamento (Te e Ti) e Sentimento (Fe e Fi).

Não sabe o que é MBTI e está boiando? Clique aqui: MBTI

Julgadores

Julgadores abordam a vida de uma forma estruturada, criando planos e organizando seu mundo para alcançar seus objetivos e resultados desejados de uma forma mais previsível. Eles obtêm seu senso de controle tomando conta de seu ambiente e fazendo escolhas previamente, antes de agir. Eles são auto-disciplinados e decisivos, e buscam conclusão nas decisões e sua concretização. Quando eles pedem coisas, eles são específicos e esperam que os outros façam o que dizem. Eles gostam de ser especialistas.

  • Preferem planejar e apresentar um calendário ou cronograma ou pelo menos uma estimativa de tempo (se possível) e cumpri-lo (ou fornecer o máximo de aviso, se não for possível cumprir).
  • Precisam de tempo para se prepararem.
  • Orgulho em atingir e mostrar suas conquistas e resultados.
  • Detalhar as conquistas e as decisões alcançadas até agora.
  • Evitam tomar decisões precipitadas
  • Evitam contratempos, e não são tão fãs de espontaneidade, a não ser que seja por lazer.

Percebedores

Percebedores “percebem” estruturas como sendo mais limitantes do que importantes. Eles preferem manter suas escolhas aberto e sentem-se confortáveis em lidar com as situações a medida que aparecem, e com imprevistos, a medida que acontecem. (SE acontecer, um traço bem P. Pois um J, já ESPERA que imprevistos VÃO acontecer, então melhor se preparar e planejar).

Eles obtêm seu senso de controle mantendo suas opções em aberto e fazendo escolhas somente quando elas são necessárias. Eles são geralmente curiosos e gostam de expandir seus conhecimentos, eles tem consciência e procuram aprender o máximo possível até onde acharem necessário e interessante. Assim que o interesse acaba, ou sentem que tem o nível de conhecimento e especialização necessária sobre o assunto, hora de partir para o próximo (novo).

Eles são tolerantes com as diferenças entre as pessoas e são flexíveis a tudo o que a situação requer. No trabalho, eles tendem a evitar ou adiar as decisões e gostam de explorar problemas e situações.

  • Dão tempo para que as coisas fluam, não necessariamente seguindo seu calendário e  planos.
  • Orgulham-se de suas novas ideias, criatividade e refletir sobre as possibilidades.
  • Dão o tempo necessário para a criatividade trabalhar (criar).
  • Incentivam a autonomia e a liberdade pessoal.
  • Aceitam que mudanças na direção correta não é necessariamente impulsividade.

Reflexão

Os (J)s tendem a trabalhar numa velocidade constante e começam a tarefa assim que possível, e trabalham num passo constante até acabar.

Já os (P)s, fazem o cálculo (grosseiramente e de cabeça rs) de quanto tempo acham que vão demorar, usam 90% do tempo para relaxar, e do por fim, começam nos últimos 10% do tempo a trabalhar num ritmo frenético e intenso, ou seja, sua energia vem em picos.

E no final, ambos terminam a tarefa da mesma forma, com a mesma qualidade. A diferença é que o (J)s primeiro trabalham e depois “brincam” e os (P)s fazem o contrário.

Sendo P eu prefiro muito mais contemplar, observar de longe, absorver o mundo como é do que interagir, mudar, e alterar o mundo a minha volta.

E é por isso que nós Ps nos sentimos à vontade em não planejar nada, porque estamos acostumados a nos adaptar ao mundo como ele é, somos mais flexíveis, prontos para os imprevistos. as vezes até gostamos de imprevistos porque são novos estímulos a serem Percebidos.

Por isso também, os Ps não se importam em deixar as coisas (que não são importantes) não finalizadas (uma pratica as vezes ruim), pois após contemplarmos e tirarmos o aprendizado e não há nada mais para ser Percebido, Sentido(Se) ou Abstraído(Ne), tendemos a nos entediar e  a querer/buscar novos estímulos.

Queremos perceber, entender e aceitar o mundo como ele é, sem tanta necessidade de alterá-lo. E por isso somos os criativos, passamos a vida absorvendo tudo a nossa volta, processamos, e depois criamos algo a partir daquilo, sejam ideias e obras mais filosóficas como escrita (Ne) ou ações e obras mais concretas como pintura, dança, arquitetura, etc (Se).

Quando para os Js, é mais forte a necessidade é interagir, moldar, mudar o mundo de acordo com suas próprias ideias, depois planejar cuidadosamente, e por fim trabalhar para
concretizar o plano previamente definido.

E por isso deixar as coisas inacabadas é muito desconfortável, a sensação é de que o esforço foi perdido e nada “mudou” no mundo, então de nada valeu aquilo tudo. E por isso tendem a tomar decisões lentamente, e procuram seguir os planos, e evitam/odeiam imprevistos.

Os Js evitam e abominam qualquer imprevisto que possa colocar em risco seu plano. Em outras áreas da vida tudo bem, mas imprevistos em seus planos,
podem ser bem desconfortáveis. São as pessoas com gastrite e retenção anal que conhecemos por aí. (Desculpe pela piada Js rs).

E por isso, a meu ver, a palavra Julgador não seria a mais adequada, eu preferiria que fosse, Concretizador ou “Interajador”, pois não é julgar que os Js fazem, e sim moldar o mundo, interagir e querer ver suas ideias concretizadas no mundo real, e por isso são mais focados, motivados e disciplinados para trabalhar em prol do objetivo.
Os Js são os “concretizadores” do mundo, geralmente os líderes são do tipo J, por conta do que descrevi acima. Sejam elas ideias concretas, projetos, objetos (Te), ou seja harmonia e felicidade entre as pessoas, ideais morais e éticos (Fe).

Enfim, numa conclusão bem simplista e estereotipada para ficarem claras as diferenças, eu diria que:

O Js precisam das ideias dos Ps, pois eles mesmos não são tão capazes de criar coisas “novas” a partir do nada (aparentemente), como os Ps tem facilidade.
Precisam dos Ps para mostrar que o mundo é muito maior, que um pouco de espontaneidade leva à muitas descobertas interessantes, coisas novas para pensar e vivenciar.
O mundo J seria bem menos diverso e pareceria sempre a mesma coisa, pouca inovação e impulsividade e menos “artístico”.

E por outro lado, os Ps precisam dos Js, pois tem a tendência em se satisfazer apenas em contemplar, e apenas uma pequena parte do que foi criado na mente tende a ser concretizado.
Para grandes projetos é preciso muito planejamento e estudo, coisa que os Ps tem preguiça, então precisam dos Js para discriminar o que é viável do que é fantasioso, ajudar a “encaixotar” nosso pensamento “fora da caixa” e ver que ter nossas ideias materializadas no mundo real é muito gratificante.

Entendam e respeitem que é tão difícil para os Ps fazerem planos, quanto é difícil para os Js não fazerem planos, ou ter que mudá-los de última hora quando imprevistos acontecem.

O famoso dilema Engenheiro vs Arquiteto, Físico teórico ou Engenheiro, Filosofia ou Direto, um Pesquisador na área médica ou o Médico em si, Einstein, Platão e Shakespeare ou Tony Stark, Steve Jobs e Donald Trump, “o que é melhor?”, poderia ser reduzido numa discussão sobre Js e Ps.

A verdade é que nenhum é melhor, são complementares, um alimenta e retro-alimenta o outro, é uma amálgama onde só temos a aprender com nossas diferenças.

Essa visão é muito mais útil do que os Ps julgarem os Js como narcisistas, intolerantes, mandões, retenção anal, cabeças duras e inflexíveis. E os Js por sua vez chamarem os Ps de preguiçosos, hippies, imaturos, não “levam nada a sério” e não querem nada da vida. Preconceitos e estereótipos limitantes e ofensivos, nunca leva a nada frutífero.

For Fun (P) vs (J)

A verdade por trás das “LETRAS”

Precisamos aqui fazer uma profunda distinção.

Enquanto estudar os 4 eixos é muito útil em nos entender e entender as outras pessoas, e acredito que se esse tipo de teoria fosse ensinada nas escolas, não havia tanto sofrimento no mundo, havia muito mais paz e felicidade na humanidade e todos os casamentos e relações seriam mais gratificantes (Sarcasmo NF Idealista hahaha), quando falamos, eu sou 79% (F)eeler e 21% (T)hinker ou sou 68% (E)xtrovertido e 32% (I)ntrovertido, já é muito útil para comunicar seu jeito para os outros, e entender quando os outros explicam seu jeito para você. Mas para quem se aprofunda na teoria por trás, quer dizer MUITO, mas MUITO, mais coisas.

Só um exemplo rápido:

Meu tipo é INFP tenho na minha Stack (Sequencia) Fi Ne Si Te, certo?

Então seu eu disser casualmente por exemplo, que eu sou 87% i(N)tuitivo e 13% (J)ulgador o que eu quero dizer na verdade é:

Entre minhas duas funções (E)xtrovertidas, (Ne e Te) tenho preferência e por isso muito mais prática em usar a função intuitiva. No meu caso Intuição Extrovertida (Ne).

Só uma Obs rápida:

(O foco de um (N) é a simulação de cenários mentalmente, de um (S) seriam os dados concretos do mundo real e experiências reais já vividas, de um (T) seria a lógica binária, justo, mais eficaz e eficiente, e sem favoritismos ou considerar pessoas como algo especial, pois ela são apenas mais uma variável da equação, enquanto os (F) pensariam em como as ações afetariam a todos os envolvidos primeiro, considerando pessoas como algo especial e mais importante, e quando possível, tomam a decisão que prejudique o mínimo de pessoas, mesmo que não seja a mais eficiente e eficaz, e até custe um pouco mais caro.)

Ou seja quando engajo com o mundo externo (por que nesse momento estarei usando minhas funções (E)xtrovertidas), ao invés de querer debater ideias afim de convencer as outras pessoas a agirem da forma que eu acho melhor e mais eficiente, trabalhar incessantemente, e tender a “mandar” nas pessoas com a intenção de conseguir concretizar minhas ideias no mundo real e concreto (Te) e a sair interagindo e alterando com o mundo (T)…

Eu prefiro muito mais absorver ideias, identificar os infinitos caminhos que uma ideia inicial possa gerar, fazer dezenas de conexões nada óbvias aos não intuitivos, tudo isso falando em voz alta (ou não) para os interlocutores (Brainstorming em voz alta) e expondo as ideias afim de que as pessoas deem suas visões e ainda mais ideias, assim podemos JUNTOS chegar à um consenso do melhor caminho a seguir e um plano macro a ser seguido. E de preferência nada muito definido em pedra e que seja flexível à criatividade e adaptável ás mudanças. E se qualquer coisa der errado, vamos resolvendo no caminho.

Não somos muitos fãs de trabalhar com detalhes minuciosos e micro gerenciar, isso nos entedia muito, pois limita nossa criatividade e pensar fora da caixa.

Quero dizer que eu prefiro muito mais pegar os objetos concretos (T) e abstrair eles em forma de ideias (N), e depois dentro da minha cabeça trabalhar as ideias e conexões, deixar a Ne solta para fazer seu trabalho meio que inconsciente para depois ela me devolver algo concreto que possa aplicar no mundo.

Numa interação de um grupo pessoas Ne dominante ou secundário com um grupo de Te dominantes ou secundários, seria algo assim:

Assim que a tarefa foi dada, os Te pensariam um pouco, e já sairiam interagindo com o mundo real e concreto (T), testando possibilidades, fazendo maquetes, cronogramas, montando as peças, caso seja um quebra-cabeça por exemplo, testando com as mãos se forem (S) também as possibilidades, discutindo ideias afim de convencer os demais que sua visão é a “melhor” e mais “adequada”, etc.

Enquanto isso os N dominantes e secundários (Ne e Ni) estarão estáticos como uma berinjela postada na cadeira, em modo contemplação com cara de paisagem, como se estivessem perdido no limbo interior (o que é verdade).

Os Te, chamariam a gente, gritariam, e acusariam a gente de não estar ajudando em nada. Nós, nem ouviríamos. Porém inevitavelmente, (no mundo ideal) as ideias T acabariam, ou eles chegariam à um impasse ou dúvida de qual caminho seguir, e nessa hora que deu tela azul e bugou o T, o N viraria com aquela cara de – “não é óbvio” que o melhor caminho é esse?

Dado que X, Y, X, Delta, Gama e Épsilon, eu já simulei vários caminhos em minha mente e portanto fica claro que se fizermos Ômega, e seguirmos o caminho Zeta, vai dar tudo certo!

E os Ts olham com aquela cara de incredulidade, põem-se a pensar enquanto por dentro estão – “Cacete, de onde esse cara tirou essa ideia (genial, se tudo deu certo), e como EU não vi isso?”. Sim, eu puxei sardinha para os (N)s kkk

Mas uma historinha dessa, mostrando as vantagens dos (T)s, (S)s e (F)s em relação aos (N)s poderia ser feita facilmente também. Onde por exemplo, há um problema a ser resolvido e os (TJ)s se põe a planejar, avaliar, executam a solução, comemoram e já estão na praia relaxando, enquanto os (P)s ainda estão na metade do décimo livro sobre o assunto, absorvendo tudo que podem e não fizeram nada de concreto para resolver o problema.

O que é visto como procrastinação. – O que muitas vezes é verdade mesmo.

Nenhuma função é melhor que nenhuma outra.

E todos temos as 4 funções F, T, N e S. Em uma das formas Extrovertida ou Introvertida.

E por conta dessa preferência, de TUDO isso e muito mais que, EU, em geral demonstro mais as características P do que as J que descrevemos e são descritas nos textos mais casuais sobre MBTI e tipologia de Jung.

É por esse motivo que o mundo capitalista/corporativo não tende a ter muitos líderes P.

As características T e J são mais adequadas para esse ambiente. Os Ps talvez seriam ótimos líderes de empresas de Marketing ou de Think Tanks, sei lá…rs

Conclusão

Enfim, dizer causalmente que somos P ou J, E ou I, F ou T, N ou S, não é nada perto da realidade do que isso realmente quer dizer. Entendem o quão profundo pode vir a ser o conhecimento quando vamos atrás?

De novo reitero, que, o MBTI e a tipologia de Jung não é tipo astrologia, onde apenas características comportamentais são feitas dos signos, a nível de curiosidade, só para entreter e depois partir para o próximo meme.

É uma coisa muito mais profunda, que realmente pode mudar a sua vida, relações seu destino para sempre!

Então, uma coisa são os 4 eixos E-I, F-T, N-S e T- P. Isso é uma denominação do Myers-Briggs Test Indicator (MBTI) que foi baseado na teoria de tipologia de Jung, essas letras, como no meu tipo (INFP), são apenas um mnemônico para encontrar as funções por trás de cada tipo. Tem um algoritmo para isso, que posso explicar em outro post caso queiram.

Então para quem quiser se aprofundar na teoria da tipologia de Jung precisa estudar as funções propriamente ditas, a interação entre elas, a ordem em que estão no seu tipo, etc.

Anúncios

Deixe uma resposta

Powered by WordPress.com. Tema: Baskerville 2 por Anders Noren

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: