Extrovertidos (E) vs Introvertidos (I)

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Hoje falaremos de Extrovertidos vs Introvertidos.

Vou dar um foco nos Introvertidos pois são eles que estão fora da “norma”.

Pois o comportamento tido como “normal” é o Extrovertido, e por isso seria perda de tempo explicar demais os Extrovertidos pois todo mundo sabe como eles são e se comportam.

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Extrovertidos

  • A energia do extrovertidos é para fora, para objetos, as pessoas e as coisas.
  • Eles precisam de muito estímulo e muitas vezes expressam emoções.
  • Eles se motivam ao interagir com o mundo e com outras pessoas.
  • A maioria das vezes querem engajar e mudar o mundo (em vez de pensar nisso).
  • Extrovertidos gostam de variedade, ação e realização de objetivos.
  • A sua atitude é geralmente aparentemente mais relaxada e confiante.
  • Eles tendem a agir primeiro e pensar depois.
  • Mostram mais energia e entusiasmo.
  • Respondem rapidamente às situações, sem longas pausas para pensar.
  • Costumam falar num tom mais alto de voz.
  • Comunicam-se abertamente, sem censuras.
  • Tomam as palavras pelo seu valor literal.

Introvertidos

  • A energia dos introvertidos é voltada para dentro em direção ao sujeito, conceitos e ideias subjetivas.
  • Eles precisam de pouca estimulação externa – na verdade, e eles podem ficar facilmente sobre-estimulados causando estafa e/ou stress.
  • É possível que eles inclusive se concentrem mais em seus mundos interiores porque eles sofrem uma sobrecarga sensorial se eles passam muito tempo fora de si mesmos e se concentrando nos outros. Sendo assim, podem reprimir emoções próprias, que podem explodir quando o stress é acumulado.
  • Ao invés de tentar mudar o mundo, eles só querem compreendê-lo.
  • Eles pensam profundamente sobre as coisas e derivam grande prazer disso.
  • A sua atitude é reservada e quando questionados podem parecer impenetráveis e resguardados.
  • Eles tendem a pensar antes de agir.
  • Demoram mais para sentirem-se à vontade nas situações e sentirem-se íntimos das pessoas.
  • Encorajaram explicações mais profundas, com perguntas como: “O que você acha?”
  • Costumam discutir ideias antes de tomar decisões
  •  Precisam de mais tempo para pensar antes de responder e tomarem decisões.
  • Muitas vezes preferem a palavra escrita para terem tempo de processar. (Odeiam telefonemas aleatórios ou visitas inesperadas! Segue a dica.).
  • Concentram-se em atividades mais um-a-um.

Há uma visão de que os Introvertidos podem agir como fazem porque são mais facilmente dominado por estímulos externos, ao contrário dos Extrovertidos que têm um limiar de estimulação básica mais elevada e precisa da estimulação externa mais visceral para evitar o tédio.

Contrastes

Independente (I) vs Mente Coletiva (E)

O Introvertido é aquela pessoa que não entende frases do tipo: “Você está em uma festa, você TINHA que estar feliz”, “Está todo mundo dançando, você DEVERIA estar também”, “Vá se divertir!”. Focados no mundo interno, temos muito menos facilidade em “nos perder na multidão” pois somos regulados geralmente pelo nosso termostato interior, e muitas vezes só damos atenção aos eventos externos após tê-los processado e internalizado.

Enquanto o Extrovertido é “contagiado” pela multidão e pela situação, é muito mais adaptável às mudanças externas, de cenário, de clima emocional do ambiente, etc., já o Introvertido demorará mais para ser adequar ao clima do ambiente e tende a ser fiel ao que está se passando internamente, mantendo a postura e atitudes de acordo com essa motivação interna.

Reflexão (I) vs Ação (E)

Ambos são ótimos em refletir, fazer teorias, planejar, porém o Extrovertido sente-se mais inclinado em explorar, interagir e moldar o mundo externo de acordo com suas ideias e interesses, aliás o que fica apenas no mundo das ideias acaba não tendo valor se não puder ser aplicado no mundo real. Ainda mais se forem (S)s.

Já os Introvertidos sentem-se muito confortáveis em continuar no mundo das ideias por muito mais tempo, porque gostam das ideias por elas próprias e muitas vezes são tidos como preguiçosos, aqueles que pensam demais e realizam menos.

“Alienados” (I) vs Cidadãos (E) do mundo

Pela natureza do Introvertido que ficará mais clara no decorrer do post, acaba ficando de certa forma alienado de certos aspectos da vida real e “mundana”.

O mundo da fantasia é um lugar tão bom e digno de exploração quanto qualquer outro, pois a distinção entre real e fictício para os Introvertidos não é tão clara quanto para os Extrovertidos.

Já esses, sentem-se bem no mundo dos sentidos, aliás anseiam continuamente por ele, por novas experiências sensoriais, “sentir a vida” e quando são obrigados a ficarem mais imóveis e sozinhos, começam a se estrebuchar na cadeira agoniados por não ter “nada” para fazer ou se distrair.

Uma coisa que um Introvertido, ainda mais se for intuitivo (N), nunca vai dizer é que não tem nada para pensar quando está sentado e sozinho, difícil mesmo é calar o intenso diálogo interior.

A visão de um Introvertido, especialmente (IN)s Introvertidos e Intuitivos vs Extrovertidos

Os (IS)s Introvertidos e Sensores acabam sofrendo bem menos ao interagir com o mundo externo, pessoas e situações novas, pois como são (S), uma das duas funções principais (as duas primeiras e mais conscientes) da lista é sensora, ou seja orientada para perceber o mundo físico e o momento atual. E isso suaviza bastante o efeito da introversão mas podem se relacionar com alguns pontos abaixo.

Como já mencionado, geralmente evitamos grandes acúmulos de pessoas (principalmente desconhecidas), barulho, agitação e existem algumas explicações para isso.

Somos muito mais contemplativos que interessados em interagir com o mundo e como estamos sempre com nossas energias voltadas para dentro, para nossas próprias impressões subjetivas sobre o mundo e não sobre o mundo externo, concreto e como ele é em si mesmo, muitas vezes o menor estímulo externo pode desencadear uma série de processos emocionais, reflexivos ou intelectuais, e somos “levados embora” por eles, cada vez mais profundamente para o interior do nosso ser.

Um pensamento ou impressão leva a outra, que associa-se a mais outra, que nos lembra de um sentimento do passado, mudando uma certa concepção do mundo e das relações humanas que tínhamos até aquele minuto, mas e agora, quais as consequências para a humanidade, físicas e metafísicas desse evento… (vocês pegaram a ideia) e quando acordamos desse transe estamos há 40 minutos estáticos sentados num canto, não importa a agitação de pessoas e objetos externamente.

Até aí nenhum problema, a dificuldade da nossa vida é que 3 de cada 4 pessoas são extrovertidas (focadas no aqui e agora e no externo), e para piorar as outras poucas introvertidas que poderiam estar ali, na verdade estão em casa lendo um livro, jogando games ou assistindo Netflix, e nesse momento nos vemos numa festa cheia de desconhecidos, cercados e em extrema desvantagem numérica (rs). E todo esse processo que está ocorrendo nas profundezas, cheio de vida, agitação, empolgação, epifanias, quando olhado externamente, ainda mais pelos Extrovertidos, é visto como se estivéssemos catatônicos, lembrando um coma emocional.

Já os Extrovertidos não sofrem tanto desses problemas, apenas quando estão em depressão, talvez, pois são capazes de estar presente no momento, vivendo no tempo presente, captando todas as impressões do mundo real e concreto.

Algumas características das funções cognitivas extrovertidas que compõe cada indivíduo:

(Se Dominantes) Estaria preocupado em interagir com situação, absorver e se perder o máximo possível no momento e nas impressões sensoriais.

(Fe Dominantes) Estaria absorvendo o ambiente emocional da situação, se for um enterro ou situação emocional como a despedida de alguém, estarão tristes e muito dificilmente segurarão as lágrimas, se chegarem num local onde há animação, em poucos minutos já estarão excitados também e “no clima” da situação.

(Te Dominantes) Estariam enganjando no mundo e tentando moldá-lo, ordená-lo e debatendo ideias a fim de exprimir sua opiniões e se possível convencer os demais da sua visão das coisas.

(Ne Dominantes) Estariam engajando no mundo e tentando moldá-lo, ordená-lo e debatendo ideias a fim de exprimir sua opiniões e se possível convencer os demais da sua visão das coisas.

E por essas e outras que quando um Extrovertido vê um Introvertido em seu habitat natural, no seu modo normal, acha que ela está triste, depressivo, não está gostando da situação, está envergonhado, etc. Os Introvertidos sabem do que estou falando. Porque eles erroneamente se colocam em nossa situação e pensam – O único motivo para eu estar do jeito que essa pessoa (Introvertido) está numa situação como a situação presente, seria se eu estivesse infeliz, de mal humor, depressivo, incomodado, etc., e por isso é assim que ele deve estar se sentindo. Mas nem sempre isso é verdade.

Uma coisa que sempre é comentada mas nunca vi explicada é a questão de os Introvertidos depois de muita interação com o mundo externo precisarem recarregar as baterias estando sozinho e os Extrovertidos se carregam quando estão interagindo com o mundo e outras pessoas. Então vou oferecer meus dois centavos e minha interpretação.

A ponto é o seguinte, os Extrovertidos que tem como função dominante Se, Ne, Te e Fe, e como descrevi acima precisam e anseiam por estímulos exteriores.

Pois se nada estiver acontecendo fora, no mundo externo, nada é despertado internamente. Eles sentem como natural uma grande quantidade de estímulos externos.

Eles vivem a realidade como ela é. Eles ouvem as coisas que as pessoas dizem na forma literal, então fica fácil seguir o discurso, pois eles não dão mais sentidos às palavras do que elas tem em si próprias (interpretam sentido denotativo das palavras).

Já a interação com o mundo externo e com as pessoas, suga uma imensa quantidade de energia dos Introvertidos. Pois além de ter que processar os estímulos externos, precisam processar também, e ao mesmo tempo, tudo que as impressões externas desencadearam em seu interior (visão subjetiva). A realidade deles vai além da realidade completa, e engloba a realidade interna e subjetiva.

O  mundo dos (I)s vai muito além do que os 5 sentidos captam. Tudo que é ouvido e captado pelos sentidos tem também um componente abstrato. Eles não só precisam processar o sentido denotativo das palavras, como também todos os sentidos conotativos. E por isso precisam pensar antes de responder e uma conversa que para um (ES) possa parecer simples pode sugar uma energia imensa e desgastar um (IN) por exemplo. Além de processar todo o mundo real, os Introvertidos ainda precisam:

(Si Dominantes) Consultar seu DataWareHouse de todas as lembranças do que viveu, sentiu, pensou no passado para conseguirem expressar opiniões, saber o que pensam das coisas e depois responder. Ficam constantemente comparando a experiência real e presente com o que foi vivido no passado.

(Fi Dominantes) Consultar seus valores éticos subjetivos e baseado neles, saber o que pensam, sentem e para conseguirem expressar opiniões, saber o que pensam das coisas e depois responder. Ficam constantemente, julgando as palavras e ações das pessoas, comparando com seu código moral para tentar avaliar a índole, valores e psicologia de todas as pessoas.

(Ti Dominantes) Consultar seus padrões lógicos em busca do erros de compreensão, acurácia e veracidade das informações apresentadas. Ficam constantemente tentando descobrir e avaliar como todas as coisas “são por dentro”, sua estrutura lógica ou física e mecânica.

(Ni Dominantes) Consultar seus arquétipos, comparar como o presente pode ser acomodado no “grande esquema das coisas” como foi subjetivamente construído e abstraído ao longo da vida pelo seu Ni. Precisam esperar que seu Ni venha com a solução, intua a solução. Por isso é muito desgastante ter que agir por impulso e sob stress e pressão externa, antes que o Ni tenha se alinhado com a ação que será feita. Quer acabar com a energia, estressar e desgastar um Ni dominante? Force ele a tomar uma decisão imediata, que seja muito importante ou mude o rumo de seus planos cuidadosamente lapidados ao longo das eras, como por exemplo, avisar que haverá mudança de casa ou local de trabalho para longe, pedidos de casamento totalmente inesperados, aviso de separação, etc. (Desculpe INTJs e INFjs, contei seu mórbido segredo. rs)

Agora entendem porque rapidamente após não tão longa exposição ao mundo externo e à pessoas precisamos realmente nos isolar, ficar em silêncio para recarregarmos as baterias?

Imaginem a energia gasta para sustentar esses processos internos junto com toda a carga externa, e tudo ao mesmo tempo!

Alguns Exemplos:

Ex 1:

Quando um (ES) descobre que uma amiga foi traída pelo marido, vai estar interessado em saber quem ela é, com quem foi que o marido traiu, se ela descobriu, como isso afetará os filhos dela, como ele pôde fazer algo assim, etc. (eventos concretos)

Quando um (IN) se depara com a mesma situação, após internalizar o fato, terá pensamentos como (principalmente Fi como eu): Como podem as pessoas serem capazes de quebrar promessas assim, engraçado como sem querer fazemos promessas a longo prazo baseadas em emoções de curto prazo e que custo isso tem para os casamentos. O que isso diz sobre o amor, egoísmo e a índole das pessoas em geral? Será que eu também seria capaz de trair dependendo da situação. O que isso diz sobre mim mesmo e meus valores, etc.? (eventos abstratos, que não ocorreram na realidade)

Ex 2 tirado de um livro:

Um (ES) e um (IN) se deparam numa caminhada pela floresta com uma casa velha abandonada, como a de filmes de terror. Logo, o (ES) fica extremamente animado para entrar na casa, descobrir seus segredos, como será por dentro, quais serão os móveis que contém e segredos escondidos,  como eles vão fazer para entrar, etc. Enquanto o (IN) olha surpreso para tanta animação.

Quando eles entram, descobrem que a casa está vazia, então o (ES) desanima pois não tem “nada” dentro da casa, nem nada para explorar, que chatice! (Mundo tangível / 5 sentidos)

Enquanto o (IN) se empolga e em sua mente começa a imaginar qual seria a história por trás dessa casa, quem será que morou ali, como ela seria ótima para aquele filme de terror favorito que ele adora. (Mundo inteligível / Intuição)

Como nós Introvertidos precisamos de pouquíssimo estímulo para desencadear reações intensas em nosso interior, não temos necessidade de sair tanto por dois motivos:

1 – As próprias impressões do mundo previamente armazenadas em nossa memória geralmente já são substrato o suficiente as vezes para entreter nossa mente por horas e até dias.

2 – Como estamos focados mais na impressão que o mundo externo causa em nosso interior, não importa de onde esse estímulo venha, sejam de pessoas e situações reais ou personagens e situações fictícias (livros, games, tv), a impressão interna causada em nós é similar e já desperta nosso interesse e nos satisfaz.

Porque algum Introvertido ia querer se arrumar, pegar o carro, sair de casa, gastar dinheiro, correr o risco de situações inesperadas (e desagradáveis) se podem refletir horas e dias sobre os problemas dos personagens dos seriados e livros que adora? Loucura, não? rs

Claro que estou exagerando para deixar mais claro meu ponto, pois é óbvio que nós também amamos nossos amigos e filhos, conhecer lugares e pessoas (interessantes para nosso gosto) que estimulem nosso conhecimento e imaginação, e claro gostamos muito de estímulos físicos também, sejam comidas, lugares e o lado físico dos relacionamentos. Só não em excesso.

Saiba que TODO Introvertido é extremamente Extrovertido quando está cercado dos em geral, poucos amigos verdadeiros que tem.

Costumo dizer que numa mesa de bar, com 4 pessoas que se conhecem muito bem, não há como saber quem é Introvertido e quem é Extrovertido pois os Introvertidos estarão tão empolgados e falantes como os mais Extrovertidos do mundo. Agora quando chega um grande grupo de desconhecidos e senta na mesa, aí sim pode-se notar quais foram as pessoas que vão ficando mais quietas e distantes e quais conseguem adaptar-se bem às mudanças de assunto, clima de animação, etc.

Outro exemplo é uma pessoa dando palestra para uma grande audiência sobre um assunto que tem domínio, dificilmente saberemos se é (I) ou (E) pois estará de certa forma sozinha com seus pensamentos e absorvido em sua eloquente apresentação (saberemos melhor se ela é envergonhada ou não).

Agora a sacada está quando a palestra acaba e a multidão de desconhecidos aglomera em volta querendo parabenizar, tirar dúvidas, se apresentar, é nessa hora que o (E) se sente em casa e o (I) se já não tiver fugido pela porta da esquerda quando a palestra acabou, poderá estar quase mijando na calça e suando de pânico e desconforto.

Conclusão

Se eu tentar resumir a visão que um (IN) tem do mundo e da vida seria: Como eu posso aproveitar essa situação se ainda nem sei o que ela significa para mim?

Tenham esse norte quando lidar com a gente, não temos um botão de switch que fica “on” só porque algum evento externo ocorreu. (A não ser que seja um perigo imediato, tipo um terremoto).

Jamais seria minha intenção de dizer que os (IN)s por serem mais reflexivos e contemplativos, são mais inteligentes e cultos ou coisa parecida, longe disso.

Todos os tipos e pessoas podem ser estudiosos, inteligentes, filosóficos, etc. e muito capazes. Também são ótimos e péssimos, possuem facilidades e dificuldades como humanos que somos. Os Intuitivos e Introvertidos tem muitas vantagens, porém a maioria delas não pode ser aproveitada no mundo como ele foi moldado.

Sendo que os Intuitivos são a minoria, vi algumas estatísticas que 80% da população é Sensora (S) e, claro, apenas 20% seria Intuitiva (N), podemos notar a todo momento que o mundo foi moldado por Sensores e para Sensores, e melhor ainda se forem Extrovertidos. Portanto, são essas características que são prezadas, valorizadas e desejadas em geral.

São eles que geralmente se destacam em áreas como conquistas profissionais, grande círculo de amigos, são geralmente o que conseguem cargos mais altos nas empresas comuns, e exploram, aproveitam e tendem a conquistar mais do que o mundo externo tem a oferecer.

Comparar um (I ou N) com um (E ou S), seria como comparar quem é melhor: um físico teórico ou experimental, um filósofo ou um advogado, físico ou engenheiro, um pesquisador da área médica descobrindo novos tratamentos ou o médico no campo, tratando pacientes e aplicando esses tratamentos?

Claro que a resposta é: Nenhum. TODOS são importantes para sociedade.

Precisamos aprender a compreender os paradigmas pelos quais os outros vivem ao invés de impor o nosso, como por exemplo: “Você precisa ser mais assim ou assado”, “Você tem que sair mais ou sair menos” e afirmações inflexíveis como estas.

Porque se ao invés de sermos incompreendidos e julgados, as pessoas viessem até nós e perguntassem: E aí, o que está pensando de bom?, iriam muitas vezes se surpreender com quanta coisa temos para compartilhar, tentaremos trazer vocês para nosso mundo interior que criamos com tanto detalhe e dedicação durante décadas e pode até ser que ele seja mais interessante e profundo para você naquele momento do que o que está ocorrendo ao seu redor.

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3 comentários

    1. Realmente pode ser possível, pois extroversão tem relação mas não é a mesma coisa que ser social ou sociável.
      Não pesquisei sobre o assunto, mas posso compartilhar um pouco das minhas reflexões à respeito.
      Na minha experiência, a fobia social se deve à experiências do passado desagradáveis, ou timidez e medo de ser julgador pelos outros, que tem a ver um pouco com orgulho de não querermos ser julgados ou porque nós mesmos julgamos muitos as outras pessoas e por isso tememos que farão o mesmo com A gente. O que nem sempre é verdade.
      Logo ao compreender isso e parar de observar tanto os outros e a julgá-los diminui bastante nossa ansiedade social pois percebemos que não somos o centro do universo, e que na verdade a maioria das pessoas nem percebe que nós existimos pois estão egocentradas em si mesmas, como nós. Isso pode diminuir a ansiedade pois nos dá mais liberdade para sermos nós mesmos e saber que agradaremos certas pessoas e outras não. E tudo bem! Pois é assim mesmo que as coisas são. Ninguém é perfeito e agradará à todos.
      Outro ponto é que como introvertido, eu fico extremamente desconfortável em “bater papo” ou jogar “conversa fora”, principalmente com estranhos ou conhecidos.
      Com o tempo, vamos percebendo que essa “falta de habilidade” nos deixa, e deixa as outras pessoas desconfortáveis, e por isso, vamos ao longo dos anos nos fechando para evitar essas situações desagradáveis, e como consequência, evitando o contato externo e social e nos deixando também ansiosos sobre futuras interações.
      Enfim, a fobia social, no meu humilde ponto de vista, pode ser a mistura de uma ansiedade extrema sobre como a interação com a outra pessoa vai ocorrer, e por ficar demais “na cabeça”, achando que a outra pessoa pensa, presta atenção em nós, e nos julga tanto quanto nós julgamos as outras pessoas.
      Toda essa sensação equivocada que projetamos sobre o que pode acontecer ao conversar com outras pessoas que nos paralisa, causa extrema ansiedade antes mesmo do contato acontecer, e nos faz evitar qualquer tipo de contato para não reviver situações desagradáveis em que nos vimos no passado.
      Mesmo que seja Extrovertido, recomendo os links abaixo e a se tipificar corretamente para avaliar quais funções estão desequilibradas e causando esse tipo de ansiedade social. Espero que ajude! Abs.

      https://dftbar.com/2017/05/18/introversao-a-redoma-protetora/

      https://dftbar.com/2017/05/18/introversao-posso-entrar-no-seu-mundo-por-favor/

      https://dftbar.com/2017/05/18/a-mente-mente/

      https://dftbar.com/2017/05/18/mbti-o-que-e-e-como-pode-te-ajudar/

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