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É Amor ou Obsessão?

O que é

Limerência começa como qualquer paixão, naquela primeira onda do novo romance, aquele momento da descobertas, anseios, medos e desejo.

Aquela parte inicial e muito comum da atração romântica. Só que ao contrário da paixão saudável, o Limerente (pessoa que está em processo de Limerência) começa a desenvolver traços leves ou muitas vezes intensos de transtorno obsessivo compulsivo e seus pensamentos, anseios, fantasias e apego pela pessoa (Objeto de Limerência) passam a prejudicar o normal funcionamento de sua psicologia e atividades normais do dia a dia.

A pessoa Limerante pode nunca vir a tomar medidas reais para concretizar aquele romance ou descobrir se não passou de uma boa impressão inicial, entrando em contato com a pessoa, se envolvendo no círculo de amigos que ela frequenta, convidando ela para sair, etc., a fim de conhecer a pessoa, iniciar uma amizade ou relação de alguma forma e assim verificar se a pessoa é realmente compatível, procurar conhecer a pessoa como é na realidade, e naturalmente prosseguir ou não com a relação.

O motivo disso é trata de uma disfunção que pode acarretar uma timidez extrema e confusão diante da outra pessoa, com pulsação rápida, suor, rubor facial e tremores, entre outros sintomas físicos, além de um medo extremo de rejeição.

Quando estava estudando o assunto achei muito interessante os casos em que o Limerante no fundo teme realizar o desejo na vida real por medo de não condizer com suas fantasias e continuar no ciclo perpétuo de ansiedade pela ausência da pessoa e o extremo alívio quando acontece qualquer mínimo sinal de reciprocidade, mesmo que seja ilusório. Pois é nesse momento que ocorre o surto de dopamina que assemelha-se a cocaína. E para alguns Limerantes é exatamente esse ciclo de altos e baixos bioquímicos pelo qual estão viciados e nem tanto pelo que sentem pela pessoa OL. 

Sendo assim, quando a Limerência por aquela pessoa acaba, o Limerante busca ansiosamente por um novo OL, seja real ou fantasioso, presente ou do passado, pois nesses casos o que faz o Limerente ter os altos e baixos que satisfazem a compulsão e a obsessão é exatamente o anseio que a dúvida gera.

Nesses casos específicos, se houvesse a conclusão final de que após conhecer a pessoa ela não é o que antes era idealizado, ou pior, ela era levemente parecida, porém o interesse não é mútuo levando à rejeição, a condição de Limerência será desfeita e a pessoa perderá os surtos de dopamina oriundos daquela montanha russa de anseio e “chance de concretização” à qualquer mínima demonstração de atenção da OL para o Limerente e de volta ao anseio novamente, já que nenhuma atitude foi feita para concretizar a relação.

Outro ponto importante é que o termo “Objeto” é proposital, pois o Limerente não está apaixonado pela pessoa em si, uma vez que mal à conhece muitas vezes, e sim por uma versão idealizada daquela pessoa, ou seja ele objetifica a pessoa, e torna-se obsessivo por aquela imagem, e por fantasiar tudo que poderá acontecer de bom caso entrem em uma relação.

Características

Abaixo seguem algumas características que distinguem Limerência de uma paixão saudável:

* Intenso desejo romântico

* Uma qualidade compulsiva, obsessiva, viciante em relação à qualquer experiência envolvendo a pessoa (OL).

* O apego aumenta na presença de barreiras.

Qualquer tipo de impedimento, seja indisponibilidade da pessoa por estar em outro relacionamento, ou país, o fato de nem haver contato com a pessoa por qualquer motivo, muitas vezes a OL nem sabe que o Limerente existe, faz com que o anseio, obsessão e o “amor” aumente tanto em tempo quanto em intensidade ao invés de desencorajar o sentimento de “amor”.

* Pensamentos e fantasias obsessivas sobre o objeto de amor impedindo a vida saudável, constantemente revivendo mentalmente as interações passadas, diferentes cenários, procurando interpretar o sentido de tudo que foi dito pela OL, ou projetando tudo que será vivido no futuro, ansiar demais pelo próximo encontro, praticando tudo que será dito e vivido entre os dois.

* Balanços emocionais de felicidade para desânimo, dependendo da mais recente interação com o objeto de amor.

* Mais ênfase em ganhar a atenção do objeto de amor e menos na consumação real da relação amorosa e sexual.

* Apego extremo ao ponto de dependência.

“Diagnóstico”

Segue um breve questionário afim de avalizar se trata-se de Limerência ou um interesse saudável, feito pelo Dr. J. Richard Cookerly:

Caso tenha pelo menos 7 desses sintomas, amigo(a), comece a se preocupar…

1. Experimentar o pensamento intrusivo, interruptivo, obsessivo sobre o suposto amado misturado com, mas não limitado a, desejo romântico e apaixonado que interfere com vida prática, pensamento e funcionamento apropriados apropriados.

2. Tendo saudade aguda para os sentimentos recíprocos de desejo e foco de atenção ao ponto de interromper o sono e efetuar o apetite.

3. Ter uma forte dependência emocional na consideração reciproca positiva de outra pessoa, desejo sexual e aprovação, com frequentes interpretações e interpretações erradas sobre palavras, ações da outra pessoa (OL) e severos sentimentos de rejeição e agitação ao experimentar qualquer coisa indesejável ocorrendo na relação.

Distorcer qualquer interação neutra com pessoa(OL), de forma a parecer que foi mais positiva do que realmente foi, interpretando como manifestação do interesse mútuo, inclusive buscando validação de outras pessoas para corroborar a interpretação desejada e não a objetiva, desapegada e concreta da interação.

4. A incapacidade estar interessado em, atraído ou envolvido amorosamente com ninguém.

5. Forte pavor de rejeição, às vezes em um nível quase incapacitante no estágio inicial de um apego Limerente, às vezes acompanhado com timidez, incompetência e medo característicos de fazer algo que vai estragar o desenvolvimento da relação Limerente.

6. Ansiedade sobre perder outro brevemente, aliviado apenas com intensa fantasia de união romântica e sexual com essa pessoa num momento futuro.

7. Intensificação de desejos e de esforços românticos de conexão ao encontrar-se com uma adversidade ou a oposição à relação.

8. Sobre-interpretar ativamente as respostas e características positivas percebidas de outra pessoa com forte cegueira em relação às ações mais comuns e negativas dessa mesma pessoa, traços, características, palavras, etc.

9. Dor física no centro do tórax, respiração superficial e nervosismo físico com sensação de pavor quando alguma insegurança pequena, média ou grande ou incerteza sobre o relacionamento ocorre.

10. A qualquer reação positiva da OL sobre a Limerente ocorre uma reação exagerada de ebulição, sensação de “andar sobre o ar” e resultados de alegria durante os estágios iniciais da relação.

11. A diminuição geral de agir de forma responsável ou justa para com os outros, diminuição da execução de obrigações, deveres, etc e uma diminuição de atender à realização de metas com uma clara diminuição no funcionamento com a consciência necessária ao lado da pessoa em foco(OL).

12. Uma tendência para interpretar as ações negativas do suposto amado como fosse de alguma forma positiva ou dar-lhes desculpas, aceitação e mesmo alta aprovação, procura evitar ou se negar a perceber suas ações destrutivas e disfuncionais do OL.

13. Alta, adoração irrealista no início, mais tarde esvaindo e desaparecendo.

14. O prazer intenso quando juntos, e a ansiedade intensa quando separados ou quando o suposto amado está em torno de outras pessoas possíveis concorrentes, mais tarde virando a indiferença e até mesmo aborrecimento ou intenso ciúmes.

15. “Visão do túnel” centrada no suposto amado e pouco mais, além de cegueira à tudo o mais de importância, mais tarde se transformando em uma cegueira para o suposto amado, do crescimento, do desenvolvimento, mudanças e novas formas de ser eles mesmos.

(Eu vou acrescentar por conta própria alguns itens pertinentes à nossa vida na era digital)

16. Stalker de mídia social onde o Limerente tem intensas reações emocionais quando encontra algo postado que desagrada ou mostra que a OL não tem interesse ou que “seguiu a vida”, seguidos por imediata racionalização de vários motivos daquilo não significar nada, para que possa seguir com sua obsessão.

17. Constantemente abrir e-mail, celular, Whatsapp, Instagram ou qualquer coisa para ter certeza de não ter pedido nenhuma mensagem do (OL), algo que raramente acontece, pois ele nunca envia nada. (risada sarcástica!)

18. Sentir aquele frio na barriga, ansiedade e euforia quando o celular vibra, seguido de um desânimo e decepção quando a mensagem não é da OL. O que quase sempre é caso.

Bom, se chegou à esse ponto e percebeu que é o seu caso, e pior, esse caso é recorrente pois só muda a pessoa em foco ao longo do tempo, chegou a hora de descobrirmos quais os possíveis motivos e como curar essa condição, certo?

Algumas das explicações para essa condição podem ser decorrência do tipo de apego da pessoa, de acordo com a teoria do apego.

Até a próxima…

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