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Marido Zumbi: Mito de criação

Nessa série discutirei como você amável amiga, pode ter ajudado a criar a sua versão do pesadelo: O Marido Zumbi e como despertá-lo de seu sono profundo, em sua tumba.

Spoiler Alert: Sempre sou exagerado, hiperbólico, dramático porque gosto e porque acho que deixa bem mais claro o ponto que quero enfatizar. Não se assustem, eu sei que a vida real nem sempre é tão dramática como eu descrevo, não fiquem bravos(as) comigo. rs

Vindo de um homem que despertou de sua tumba depois de um longo sono de 37 anos, e essa semana resolveu seguir seu propósito de vida e usar seus “dons” para fazer o mundo um tiquinho melhor.

(Dá para notar pela quantidade de posts desde a fundação do blog, tipo 4 dias atrás hahaha)

Já na série Esposa Bruaca discutirei sobre esta curiosa criatura e como você meu amigo, pode ter ajudado a realizar a metamorfose, daquela, que um dia foi linda gata, nessa criatura horrenda das profundezas e como reverter a situação e matar a fera.

Definição

Começo tentando definir esse ser sem vida, barrigudo, apático e sem objetivos de vida que habita seu lar. Quais seriam as facetas dessa curiosa criatura?

Quem sabe algumas características ajudem na identificação:

– Durante o namoro a distância entre São Paulo até o Acre onde você morava era “um pulinho” nada demais, algo que jamais impediria ele de passar um fim de semana contigo. Agora basta pedir para ele buscar você no ponto de ônibus na esquina de casa, que é como se tivesse pedido para ele enfiar um garfo no próprio olho.

– Nos tempos idos da paixão dele, seu quarto parecia a Holambra de tanta flor que esse ser amável te trazia, agora você considera um ato de amor ele ter saído de debaixo das cobertas para soltar pum.

– A cada ano a barriga dele foi crescendo uns 10 cm, e você lembra claramente de nunca ter colocado salitre, e nem fermento, em nenhum de seus pratos ao longo dos anos.

– Aquele cara interessante, leitor, esportista, cheio de amigos, ambições e sonhos, agora nada se parece com essa sombra que jaz no seu sofá, a última coisa que leu foi o menu da pizzaria, único esporte que pratica é rolamento para fora da cama e seu maior anseio agora é juntar dinheiro para assinar a SporTV.

– Sua última promoção em sua carreira foi quando conseguiu aquele desconto da Natura para te dar aquele creme sem vergonha que você nem usa.

Amável amiga, sinto lhe informar, mas em algum momento, nesses anos, seu marido foi mordido por um zumbi e agora se transformou-se nisso que assombra seu lar.

Possíveis Causas
Me uno a você nessa jornada para desvendarmos como essa transformação ocorreu, quais as causas, como você pode (e deve) ter contribuído para a metamorfose e como podemos reverter a transformação e trazer um sopro de vida para este moribundo.

Começo arriscando tentar compreender o que faz um homem sentir-se homem e o que aprendi sobre a energia masculina. A energia masculina se trata de superar desafios, quebrar barreiras, conquistar objetivos. Por isso somos atraídos por esportes competitivos, combates, competições, etc.

Portanto, em sua essência, o que faz um homem sentir a potência da masculinidade é a constante superação, atingimento de metas e ser consagrado pelos seus pares e pelas pessoas que ama como um vitorioso e uma força inexpugnável a ser respeitada.


Bem, esse é o sonho no subconsciente de todo homem, mas a vida tem um jeitinho especial de roubar os sonhos daqueles que não foram prevenidos, disciplinados, auto-motivados, resolutos em seus propósitos, que não recuam diante das adversidades, nunca acham desculpas para não conseguir, e sim meios de atingir seus objetivos.


Só para fins do post, vamos fazer de conta que seu marido não faz parte dos 0,002% que conseguiram atingir todo seu potencial e sonhos na vida. Imagina que ele não tem a carreira que sonhou, a casa que imaginou, o carro que gostaria de dirigir e não consegue dar a melhor vida do mundo para sua família. E que isso assombra ele por toda sua vida e já o deixa bem desanimado por estar “falhando” em ser o homem vislumbrou um dia. Imaginou?


Agora acredite em mim, que se ele é um homem honesto e de bom coração, acredita com toda a convicção que faz o melhor que pode por você (mulher que ele ama) e pela família. Acreditou?


No entanto, a mulher tem um traço muito característico e forte de querer (instintivamente, não sei) dar o melhor do mundo para seus filhos, e fantasiar com o marido perfeito. Até aí tudo bem, é um lindo sonho e direito de todas as amáveis senhoras, porém agora junte os dois mundos que descrevi, e jogue na mistura o sonho no subconsciente e no DNA do seu homem, veja que começa a se formar a própria receita do desastre.


Ele que já estava por natureza da situação da vida sentindo-se “envergonhado”, ficará extremamente sensível à certos comentários como: a casa é pequena demais, essa porcaria de carro vive quebrando, porque você não arruma um emprego melhor, a pia que você havia arrumado entupiu novamente (incompetente), se veste mal, só se atrasa, cadê o dinheiro para o material das crianças, etc.

Poderia continuar indefinidamente citando exemplos, mas deu para entender a ideia.

É possível visualizar a vida se esvaindo dele a cada comentário desse, que no fundo remete sempre a mesma ideia, você está falhando como homem e com sua família, ainda mais vindo da pessoa que ele gostaria que mais o admirasse no mundo. Isso dói no âmago de um homem. Acrescente ainda as falhas que vão acontecendo naturalmente com qualquer um ao longo da vida e depois de anos o que um dia foi aquele homem cheio de vida e sonhos se degenerou nessa sombra, no Marido Zumbi.


Vou trabalhar melhor a ideia ao longo dessa série, e outros aspectos.

Esse era apenas um pano de fundo para o texto que adoro, e na minha opinião, beira da perfeição na descrição de o porque de milhares de maridos terem deixado suas casas e esposas. Espero que aproveitem e acabem gostando tanto quanto eu. Esse é um reflexão séria para as mulheres e para a forma com que comunicam suas frustrações e necessidades. Todo mundo tem o direito de querer o melhor, não estou nem questionando isso, o problema muitas vezes em qualquer relação é a comunicação, por isso é o tema da maioria dos meus posts de relacionamento. Aproveite o texto!


Texto retirado na íntegra do livro: Homens São de Marte, Mulheres São de Vênus

Autor: Dr. John Gray, Ph. D.


O CAVALEIRO DE ARMADURA RELUZENTE


No fundo de cada homem há um herói ou um cavaleiro de armadura reluzente. Mais que qualquer coisa, ele quer obter sucesso em servir e proteger a mulher a quem ele ama. Quando sente que tem a confiança dela, ele é capaz de assumir o seu lado nobre. Torna-se mais carinhoso. Quando não sente que tem a confiança dela, ele perde um pouco da sua vivacidade e energia e, depois de algum tempo, pode parar de se importar.

Imagine um cavaleiro numa armadura reluzente viajando pelo campo. De repente ele ouve
uma mulher chorando com sofrimento. Num minuto ele se reaviva. Impelindo seu cavalo a um galope, corre até o castelo, onde ela se acha aprisionada por um dragão. O nobre cavaleiro saca sua espada e mata o dragão. Como resultado, é amavelmente recebido pela princesa.

Quando o portão se abre, é recebido e comemorado pela família da princesa e pelos habitantes da cidade. Ele é convidado a morar na cidade e é reconhecido como um herói. Ele e a princesa
se apaixonam.

Um mês depois, o nobre cavaleiro sai em outra viagem. No caminho de volta, ouve sua bem amada princesa clamando por ajuda. Outro dragão atacou o castelo. Quando o cavaleiro chega, saca sua espada para matar o dragão.

Antes de desferir o golpe, a princesa grita da torre, “Não use sua espada, use esse laço. Vai
funcionar melhor”.

Ela lhe atira o laço e o mexe para instruí-lo sobre como usá-lo. Ele segue suas instruções
hesitantemente. Ele o enrola ao redor do pescoço do dragão e puxa com força.
O dragão morre e todo mundo se rejubila.

No jantar de comemoração, o cavaleiro sente que não fez nada, realmente. De alguma forma,
pelo fato de ter usado o laço e não a espada, ele não se sente merecedor da confiança e da admiração da cidade. Depois do acontecido, ele fica um pouco deprimido e esquece de lustrar sua armadura.

Um mês depois, ele sai em mais uma viagem. Quando ele sai com sua espada, a princesa
lembra-lhe para ter cuidado e lhe diz para levar o laço. No caminho de volta para casa ele vê mais um dragão atacando o castelo. Dessa vez ele se precipita com sua espada, mas hesita pensando que talvez devesse usar o laço. Nesse momento de hesitação o dragão sopra fogo e queima seu braço direito. Confuso, ele olha para cima e vê sua princesa acenando da janela do castelo. “Use esse veneno”, ela grita. “O laço não funciona.” 
Ela lhe atira o veneno, que ele derrama na boca do dragão, e o dragão morre. Todo mundo se rejubila e comemora, mas o cavaleiro se sente envergonhado.

Um mês depois ele faz outra viagem. Ao sair com a espada, a princesa recomenda-lhe para
ter cuidado e levar o laço e o veneno. Ele fica irritado com a sugestão, mas leva-os por precaução.

Dessa vez, na sua jornada, ele ouve uma outra mulher em sofrimento. Quando ele corre ao
seu chamado, sua depressão é suspensa e ele se sente confiante e animado. Mas quando saca sua espada para matar o dragão, ele hesita de novo. Ele pensa, será que devo usar minha espada, o laço ou o veneno? O que a princesa diria?

Por um momento ele fica confuso. Mas aí então ele se lembra de como se sentia antes de
conhecer a princesa, e volta aos dias em que só carregava uma espada. Com uma explosão de confiança renovada, joga fora o laço e o veneno e ataca o dragão com sua espada de confiança. Ele mata o dragão e os habitantes da cidade se rejubilam.

O cavaleiro de armadura reluzente nunca mais voltou para sua princesa. Ele permaneceu
nessa nova vila e viveu feliz desde então. Tempos depois acabou se casando, mas só após ter certeza de que sua nova parceira não entendia nada de laços e venenos.

Lembrar-se de que dentro de cada homem há um cavaleiro de armadura reluzente é uma
metáfora poderosa para ajudá-la a se lembrar das necessidades primordiais de um homem. Apesar de um homem poder apreciar carinho e assistência, abusar disso vai diminuir sua confiança ou desestimulá-lo.

Quer conhecer a outra metade da história? Clique aqui: Esposa Bruaca

Se gostou, compartilhe na barrinha aí embaixo. Obrigado! 😉

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Um comentário em “Marido Zumbi: Mito de criação

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