Teoria das funções e MBTI = Fraude?

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Estava respondendo a um nobre amigo que não acredita muito na teoria das funções, Jung, MBTI e adendos e me veio essa ideia, logo vou escrever para não esquecer…

Percebo sempre a tendência dos Intuitivos Racionais (NT) tentarem chegar ao cerne de qualquer questão vindo do lado do ceticismo (negativo) e os Intuitivos Sentimentais (NF) tentando chegar ao cerne da mesma questão pelo lado da curiosidade (positivo). Positivo e Negativo aqui, não tem a conotação de melhor/pior, e sim de polaridade mesmo, ambos querem chegar ao meio, ao equilíbrio, à “verdade”, só tendem a partir de posições diferentes para tentar chegar ao mesmo lugar.

Logo, muitos NTs querem provar, achar furos, erros de definição e lógica, ou querer provar que não funciona no mundo real, ou empiricamente. Acho totalmente válido!

Por isso, estou apenas oferecendo minha visão e meus dois centavos na questão, mesmo porque fiz um blog que hoje ainda é praticamente só sobre isso, né?!

TODAS essas teorias, seja Freud, Jung, Eneagrama, Maslow, teoria disso ou teoria daquilo, são apenas tentativas de pessoas comuns, com a mente limitada como todos nós (inclusive Einstein, Bohr, Kant, Nietzsche), ou como qualquer criatura humanoide que andou por esse planetinha, perdido num pedacinho, de uma galáxia qualquer. E talvez de outros mundos também… de entender a experiência humana (ou alienígena).

E como toda sua teoria, ou ideia, ou conjectura, ou hipótese, tem suas limitações e falhas. Claro!

Lembremos a física de Aristóteles, hoje ele nos parece uma anta burra, mas na época e por milênios, até onde sabemos ele foi um pioneiro e gênio e abriu caminho para novas formas de ver o mundo e o ser humano, que a humanidade toda pôde usar para “construir em cima”.

Ou seja, aproveitamos dele o que pudemos, e descartamos o que hoje foi desprovado, ou não faz mais sentido. Depois veio Galileu, que tinha uma teoria um pouco menos ruim, e foi a base para a humanidade dar outro salto, depois Newton, com sua teoria um pouco menos ruim ainda, fez sua parte, muito foi construído e entendido por conta dele, Maxwell também contribuiu na sua área, assim como Carnot, etc. Por fim temos Einstein, com sua teoria que abarca mais um tiquinho da realidade das coisas, e assim caminha a evolução do conhecimento humano.

Sem falar das teorias das humanas e sociais aplicadas. Por acaso alguma das teorias políticas, sociais, econômicas, gestão de projetos ou tecnologia, é infalível ou serve para todos o casos? Mas nem por isso, não deixam de ter seu valor e sua utilidade. 

Se uma.coisa simples como conseguir prever o quão rápido uma pedra cairá, quando solta perto da superfície da Terra, já demorou milênios para a himanidade, precisamos ter paciência com ela, pois demorará muito mais para termos uma boa noção do que se passa na psique humana. Onde as regras gerais, equações e leis, nao cabem, pois cada indivíduo é único. 

Então essas teorias são o supra sumo da sabedoria humana? Claro que não!

São apenas teorias que funcionam bem para nosso mundo, algumas nem tão bem assim, o universo não é feito de química, física ou matemática, esses são apenas jeitos bem simplistas de como nossa mente interpreta a natureza, que com certeza tem muitas falhas, mas nossa mente é tão limitada que não consegue achar as falhas em sua própria criação. Que dó da gente…

A matemática não é a linguagem da natureza! Ela é até o momento, a melhor linguagem que nossas mentes de amendoim conseguiu conceber, para entender, a natureza.

Ou vocês acham que uma supernova faz contas e usa equações diferencias ordinárias para explodir e criar novas estrelas? Ou por acaso acha que a natureza faz balanceamento químico para dar seus frutos? Acho que não…

Agora imaginem entrar num buraco de minhoca e sairmos numa outra dimensão, galáxia, ou qualquer lugar onde as leis da física, química que conhecemos não se apliquem…

Nada impede também, de amanhã uma civilização mais avançada, com “cérebros” mais evoluídos, nos encontrar só para ter a decepção de descobrir o quão nossas teorias são ridículas, risíveis e extremamente limitadas, oriundas de uma mente primitiva, digna de desprezo, e rir das nossas caras! (caso tenham bocas e emitam sons por ela)

Ou seja, após eles “provarem” todos os erros das nossas teorias, e agora?

Isso por acaso quer dizer que de repente, aos aviões começarão a cair dos céus, que os prédios desmoronarão, que a internet, eletricidade, e motores pararão de funcionar? Meu Big Bang! Como ficará minha conta do no Facebook e do Instagram, os nossos gênios da humanidade podem se perguntar…

De repente tudo que foi criado ou sintetizado quimicamente pela humanidade se desmantelará, pois os evoluídos alienígenas acabaram de provar que não existe quarks, ou elétrons, e muito menos ligações covalentes ou iônicas? E agora, meu Big Bang! Minhas ligações eletrônicas estão se desfazendo, me ajudem! Estou me desmaaaanchaaaandooooo…

Ahã! Acredito que por mais falha que sejam nossas teorias científicas, provavelmente tudo continuará no lugar, o vento, ventando, o sol quentinho emitindo sua radiação eletromagnética, os motores funcionando, seus e-mails continuarão chegando nas suas inbox, os remédios continuarão curando, etc. Ufa! Estamos salvos! Só porque nosso conhecimento é limitado, e pode ser desprovado à qualquer momento, não significa que não serviu para nada, e não nos tenha ajudado.

Ou seja, mesmo tendo um blog com 150 posts sobre MBTI, Socionics, Jung, (e no futuro muito mais, aguardem! 😉 ), claro que elas não são um credo para mim. Apesar de ser NF idealista, nunca fui “crente”, fui sempre um curioso (Ne), que tem a humildade de não descartar nenhuma possibilidade, pelo menos até ir lá e ouvir a pessoa com sua teoria maluca ou a ideia de outra religião, filosofia ou civilização, isso eu sempre faço. Porque por mais bizarro e ilógico que tenha sido, pelo menos aprendi sobre como uma pessoa pode ser tão “diferente” à ponto de ter acreditado naquilo, logo adquiri conhecimento.

Eu por exemplo, me identifico e clamo ser INFP e EII, porque? Porque na maioria das descrições que vi dos tipos e das funções que os compõe, pessoas do mesmo tipo que vi no youtube ou textos que li, o que estava ali ressoou muito comigo e com que passo e passei ao longo da minha vida.

Logo, não vejo nenhum problema em me “tipificar” e usar isso como um norte para encontrar pessoas que possam me ensinar sobre mim mesmo, terem insights que podem mudar minha vida, como já aconteceu diversas vezes nas minhas pesquisas e estudos sobre as funções e tipologia, etc.

E por ser curioso e saber que NENHUMA teoria é perfeita, eu vou e leio também sobre as funções que à princípio eu não teria, sobre tipos que jamais cogitaria ser, porque uma pessoa que se diz desse tipo ou daquele tipo pode ter tido um insight sobre ela mesma que seja impagável para mim; Mesmo ela “sendo” de outro tipo, “tendo” outras funções, ela pode ser muito parecida comigo.

O valor maior e mais perfeito que vejo no MBTI e na teoria das funções, é que ele cria uma linguagem comum para nos autoconhecer, expressar como somos, o que pensamos, sentimos, comportamento para outras pessoas de forma, sucinta, prática e se ambas entenderem o bastante e concordarem nas definições, sem chance para dúvidas.

Agora dizer que é infalível? Longe disso! É só uma linguagem extremamente útil para aqueles que gostam dela e a manejam. Uma linguagem, não uma lei universal sobre a humanidade e sua psicologia. Provavelmente não existam “funções” dentro de nós, escondidas na nossa psique ou inconsciente,  ou qualquer coisa do tipo. Tem muita gente que acredita em alma, e muita outra gente que não. Fazer o que, já que temos a limitação da nossa mente e dos 5 sentidos?! Fica difícil mesmo provar ou desprovar certas coisas…

Por exemplo, quando um INTJ me diz, hoje estou in the grip, eu entendo um mundo de coisas. Ou quando, um ISTJ me diz que ainda não conseguiu desenvolver sua Fi, várias informações me são passadas nessas simples frases. É uma linguagem gostosa, e útil, tanto para transmitir quando para receber conhecimento, e sendo assim, para crescermos e aprendermos com a experiência humana de outras pessoas.

Sem falar na parte fun da coisa, piadas, brincadeiras, etc.

Eu por exemplo, tirando meu tipo, o tipo que de longe mais estudei foi o INTJ. Se eu falar a verdade não me acreditariam, mas foram sem dúvida e sem “modo de dizer” pelo menos umas 700 horas de vídeos, textos, fóruns específicos, milhares de horas dedicadas.

Mas o INFP e o INTJ tem muitas coisas em comum, e outras diametralmente opostas. Então para que isso? Perdi meu tempo? Nunca! Te garanto que lendo os milhares de posts sobre as dificuldades que eles tem em se relacionar, de amar e serem amados, de tentar esconder sua inadequação perante aos desafios do mundo, sua insegurança de nunca achar que é bom o bastante, e por isso estudam ou trabalham sem pausa para nada, nem para comer e nem para dormir, na esperança de que se eles “entenderem” o mundo e as pessoas, finalmente saberão lidar com eles, sem precisar se sentirem inseguros ou inadequados. Como tentar esconder sua inadequação criando um mundo em suas mentes onde eles fazem parte da casta superior que vai escravizar a humanidade, o resto das pessoas são inferiores, etc. (no caso dos bem unhealthy). 

Pensam tanto que causa a paralisia da análise, mas que no fundo é que enquanto estão pensando, não estão agindo, e se não estão agindo, não podem falhar, e se não podem falhar, não podem se decepcionar ou achar que não eram “bons o bastante”, ou seja o melhor jeito de não falhar, é nem tentar (que gênios! rs) e uma infinidade também de coisas admiráveis e boas sobre eles… anyway, o post não é sobre INTJs, mas como provavelmente é o tipo que mais “entendo”, pelo menos teoricamente falando, depois do meu, usei como exemplo…

Isso que dizer que conheço TODOS os INTJs? Não! Isso quer dizer que se eu encontrar uma pessoa que tem certeza de ser INTJ, eu vou saber como ela pensa, sente, e prever como ela vai agir e todo seu destino? Não de novo! Quer dizer que um INTJ tem que ter todas as características e limitações que eu sei de cor pelos meus estudos? Não. Quer dizer que eu entendo o que é ser um INTJ e me acho algo a mais por isso? Não! Quer dizer que todos os INTJs são iguais ao template? Adivinhem, não!

Uma coisa é a função, outra bem diferente, o tipo, e ainda outra, extremamente diferente, o indivíduo.

Os estereótipos dos tipos servem apenas como uma template, um norte, uma ideia geral para que os indivíduos, que são muito mais complexos, entenderem um pouco mais sobre si mesmos e os outros, e ter um guia para nortear seus estudos. 

Lendo sobre INTJs, na verdade estava lendo sobre pessoas, sobre a experiência humana, sobre indivíduos com seus traumas, medos, ansiedades, inseguranças, felicidades, orgulhos, e tudo mais. E digo que mesmo sendo um tipo bem diferente do meu, muito do que eles passaram, eu passei.

E por isso, quando vários dos INTJs descreviam como superaram ou lidam com essas coisas no dia a dia, eu aprendi demais, e muito eu pude aplicar e ser uma pessoa melhor e mais redonda por conta disso. E aposto que se eu lhes contasse as minhas formas de lidar com os problemas em comum que temos, ele me agradeceriam, pois minha visão das coisas é muito diferente das deles, e o que eu pensei, jamais, nem em toda eternidade eles pensariam por si só, e vice-versa.

Percebam vocês que ao existirem categorias como os 16 tipos, mesmo que não existam na realidade, existem as descrições dos 16 tipos, isso é real, e qualquer um pode encontrar e ler elas. E todo mundo se conhece pelo menos um pouco e pode estudar o bastante para se categorizar em um deles. E sendo assim, outras pessoas com aquelas características podem se autotipificar também, naquela mesma categoria.

Notem que não importa se a teoria é ou não real, se existe ou não funções, porque uma coisa é real, e inegável, a descrição da categoria que é similar por toda a literatura sobre o assunto. Logo, só de existirem essas categorias, já serve para aglutinar pessoas que tem ou sentem que tem as mesmas características, e que por isso, sentem-se à vontade para compartilhar coisas que não teriam coragem se não estivessem “cercadas” de pessoas parecidas.

E depois, pessoas que se colocaram em outra categoria podem entrar e ler a descrição das demais categorias, e encontrar pessoas que se autocolocaram nelas, e aprender tanto com a descrição, quanto com elas, novas formas de ver o mundo. Se isso não for um milagre divino, não sei mais o que seria…

Portanto, o mais importante, talvez, então, seriam as próprias categorias em si, sejam elas pautadas numa realidade concreta ou não, pois só delas existirem estão fazendo um serviço pela humanidade. Assim como uma pessoa curada por um placebo, não vai no médico reclamar e pedir sua doença de volta pois foi enganada, vai? Obviamente, não! Ela, lá vai querer saber quem ou como foi curada? Se foi Deus, o placebo ou seu próprio corpo? Se ela foi inteligente, ela vai agradecer quem quer que tenha sido, mesmo que ela não saiba quem foi, e seguir sua vida feliz e pululante por estar curada!

Logo, todos os tipos precisam de todos os tipos, todos os tipos, podem aprender com todos os tipos. Inclusive de teorias de personalidade diferentes.

Porque no fundo, somos apenas seres humanos, que caímos aqui nesses planeta, sem manual de instrução, e estamos fazendo o melhor que podemos com nossas limitações, físicas, emocionais, mentais, financeiras, familiares, sociológicas, culturais, para sobreviver e tentar ser feliz nesse mundo, e proteger e compartilhar a vida com as pessoas que amamos.

Outro exemplo, eu, Rafa, sou INFP, mas trabalho com tecnologia, e a vida toda estudei física, química e matemática, apesar de não ter saco para essa última, pois é chato demais fazer exercícios. Sempre disse ao longo da minha vida para todos, meu sonho era SER um físico, não me TORNAR um físico! Me “tornar” um físico está sendo a coisa mais chata que eu já fiz, e de fato, largo e volto várias vezes, sem nunca terminar. (a lá XNXP).

Nem eu, nem ninguém, nunca, em toda minha vida me chamou de emocional. NUNCA! Todo mundo que já teve contato comigo se soubesse o que é MBTI me teria como um NT.

Eu mesmo jamais me vi como Feeler, jamais! Só percebia as intensas emoções quando via injustiça, sofrimento nos outros, ou quando estava tendo problemas ou me separando de alguém que amava… só.

Garanto que a maioria das mulheres que me relacionei, também só me chamariam de NT. Tirando a parte de ser muito carinhoso, romântico, etc, e pelos meus fortes valores, e por eu estar eternamente, a cada segundo me autoanalisando, e inclusive, me treinei para isso através de técnicas, estudo, etc.

Mas tudo isso não vem ao caso, o ponto é que por toda minha vida, baseado no que vivi, estudei, na forma com que me portava, nos tipos de assunto que interessava, ou em todas as pessoas que me conheceram, eu me teria como um Racional, mesmo porque a sociedade espera que eu seja um racional, por ser homem.

E quando me apresentaram esse negocinho de MBTI aí, eu fiz o teste e me deu INFJ. Que, porra, é, essa? Só que como sou apaixonado por psicologia desde neném praticamente, me pus a ler vorazmente, pois achei interessante demais a teoria.

E logo percebi que não poderia ser INFJ, era um viés, pois nossa sociedade valoriza o J, e muitos Ps, ao fazer os testes querem se ver como organizados, planejadores, etc., como se fossem melhor…e com mais estudo percebi também não dava nem de perto o valor para Ni que dou para Fi…Outra discussão…

O importante é que só naquela semana em que estava em dúvida sobre ser INFJ e INFP, mesmo sem nem saber o que era isso, já me deu vários insights sobre mim mesmo, que jamais teria tido se alguém não tivesse criado esse negocinho “falho” como MBTI.

E segui estudando, quando aprofundei na Fi, quase cai de costas, porque várias textos, vlogs, tinham pessoas que se diziam do meu tipo, que diziam muito do que eu sentia, e tinham a mesma visão de muitas coisas, e passaram muito dos sabores e dessabores que passei. E aprendi tremendamente com todos eles. Cada coisa que me deparava, mais parecia ter encontrado uma pecinha nova que faltava nesse complexo quebra-cabeças que é o Rafa. (ou qualquer um de vocês!)

Quando vi Ne, aff, que foda! Descobri porque tenho 23 faculdades, e zero diplomas! (na tecnologia não precisa de diploma para ganhar bem, fica a dica! Mas abandone toda a esperança, ó vós que entrais…).

Descobri porque me entedio facilmente, porque fiz uns 10 instrumentos musicais, umas 8 artes marciais, porque consigo gostar ao mesmo tanto de metal gótico/melódico quando de música erudita.

Aprendi sobre o loop dominante-terciária, e como eu vivi (perdi) boa parte da minha vida, entrando e saindo dele. Outra coisa que abriu demais os meus olhos.

Compreendendo a introversão e a intuição, entendi porque minha mente não para um minuto, entendi um dos maiores enigmas da minha vida, porque me entedio (sendo gentil, porque na verdade ODEIO) small talk, porque não tenho os mesmos interesses das pessoas comuns, pois 80% das pessoas é Sensora e não Intuitiva.

Antes eu achava que era porque eu era Nerd, mas hoje tenho uma profunda compreensão do porque disso, graças ao bobinho MBTI, e àquele careca de ócrinhos, Jang ou Jong, ou sei lá…

Como falei, ao longo da minha pós graduação INTJ, eu aprendi a ver o mundo pelos olhos deles, literalmente. Entendi como suas mentes mais ou menos funcionam, e hoje uso isso todo os dias!

Quando algo me estressa, magoa, deixa deprimido, ansioso, eu pergunto: Como um INTJ interpretaria/lidaria com isso? E como eu aprendi com os próprios INTJs, me vem várias respostas via Ne-Si, e através da Fi-Ne, consigo me colocar no mindset deles, e acabo olhando a situação de uma forma que antes estava completamente inacessível para mim, sem saber o que eram funções, MBTI, ou esse bichinho estranho, o INTJ.

E sendo assim, hoje lido com as pessoas, comigo mesmo, principalmente minhas fortes emoções e sentimentos, e com o mundo, como uma mescla de INFP/INTJ. Não mudança de tipo, mas de pelo menos ver a situação pela ótica deles.

E depois de tipificar todo mundo que eu conheço (obviamente, pois tenho Fi-Ne), pude associar o tipo à pessoa, porque as pessoas eu já conhecia muito bem, é meu objeto de estudos desde sempre, mas o MBTI me ofereceu um framework para categorizar e ajudar minha (nossa) pobre mente, a pelo menos começar a entender melhor essa coisa extremamente complexa que são os seres humanos.

E sabendo sobre as outras funções, tipos, e os tipo das pessoas que conheço, consegui ter acesso à suas formas de pensar e sentir, e incorporar em mim mesmo, e quando me deparo hoje com qualquer situação, eu vejo praticamente ela de 8 (funções) ou talvez 16 (tipos), pontos de vista diferentes, e isso mudou completamente minha vida, esse blog, a promoção no trabalho, ter me aceitado como sou (finalmente), minha determinação em oposto à eterna preguiça que tinha, minha má vontade, pessimismo, tudo foi sarando à medida que ia incorporando essas outras mentes dentro da minha mente.

Nada ajuda, para mim, ficar discutindo e tentando provar que apesar de eu ser F, minha vida toda, eu sempre busquei exatas e nunca humanas, o que isso quer dizer?

Quer dizer que foi por causa da minha inferior Te no MBTI que é um ponto de insegurança e por isso tive inconscientemente ao longo da vida tentando equilibrar ou reforçar?

Ou será então que foi porque no Socionics tenho Ti na terceira função? E por isso quero ser um gênio da física ou sei lá?

Quando escrevo os posts, minha ideia não é provar NADA! Não sou NT. Minha ideia é compartilhar insights que tive, li à respeito, aprendi com os outros, e eu uso a LINGUAGEM MBTI, para expressar de forma mais sucinta para àqueles que a entende.

E se eu der muita sorte, aquele post pode falar para alguém, da mesma forma que outros posts e vlogs falaram para mim, no momento em que eu precisava, e graças a muitos deles, estou na minha fase mais equilibrada internamente e feliz externamente.

Só isso. Mais nada… Mesmo porque não sou dono da verdade, se fosse, estaria agora nas bahamas tomando um daikirí com guarda-chuvinha no copo.

Não tenho nada contra quem gosta de fazer isso, é TOTALMENTE válido e útil, e para quem gosta, com certeza prazeroso. Enjoy! Hoje eu entendo porque fazem isso, o porque disso ser necessário para humanidade, e por isso, consigo respeitar sua estrutura interna. Thanks Jung, I Love you!

Mas eu, prefiro usar essas teorias de outra forma. Como já expus acima.

E a coisa mais importante que me valeu mais que qualquer riqueza do mundo, independentemente das funções que eu tenha, do tipo, se o teste é bom ou ruim, quem sabe não um ESTP unhealthy, sabe-se lá, mas o que valeu mesmo, foi ter aumentado meu autoconhecimento num nível antes inimaginável para mim.

E mais, eu que passei a vida estudando pessoas também, hoje aprofundei e expandi o conhecimento sobre elas, exponencialmente. Hoje, posso continuar não concordando com muitas delas,  mas pelos menos, e essa é a parte impagável, eu as COMPREENDO, e o porque das suas ações, pontos de vista, emoções, pensamentos, medo, etc! E com a compreensão, vem a aceitação.

E acima de tudo, a aceitação de mim mesmo. Antes do MBTI, e sem ele, eu JAMAIS teria descoberto que era um F tentando me forçar a ser um T. Que eu era um P me forçando a ser um J. Um I sofrendo horrores e me pondo em situações que odiava, tentando ser um E. E por fim, um N (87%) me diminuindo e me sentindo um lixo por não conseguir viver como um S.

Sem o MBTI, nem teria como explicar tão facilmente, e sucintamente, a quantidade de informações que coloquei nesse parágrafo acima.

Nem conseguiria começar, muito menos formular isso.

E olhem que curioso, depois de ter sofrido a vida toda, ao escrever esse texto, uma coisa tão complexa da minha (nossa) vida, fica tão clara pela teoria das funções, minha vida, todos meus sofrimentos, dessabores, problemas de relação comigo mesmo, e por isso com o mundo, se deram por eu ser um INFP, tentando viver como um ESTJ.

E os ESTJ tem as mesmas funções que eu, só que na posição inversa.E no Socionics, o ESTJ e INFP são o dual um do outro, a combinação com mais potencial para crescimento.

Vai entender… até isso as teorias contemplam. E meus dois amigos de mais longa data são ESTJs… hum… *coça a cabeça*

Será que eles também sentem isso? No fundo eles são meus amigos pois também admiram o que eu “trago para a mesa”, o que eu agrego, e a visão única que tenho das coisas que eles jamais teriam acesso, se não fosse eu, para contar à eles?

Ah, não! Os ESTJs, estão muito ocupados realizando e finalizando tarefas, e mandando nos outros, para terem tempo para qualquer outra coisa. rs

Esse é o poder da introversão! Estamos sempre “parados” 😉

E quando, e por causa, do MBTI e das funções, eu compreendi quem eu realmente sou, para o que eu (meu tipo) vim, quais são minhas forças e limitações (minhas funções), digo que hoje não poderia ter mais orgulho dessas 4 letrinhas I-N-F-P, e tudo que ela representa para mim, pois foi por entendê-las que hoje tenho um blog, uma paixão, e não só um trabalho que empurro com a barriga, olhando para o relógio para ver quanto falta para as 18hs e olhando para o calendário para ver quantos meses ainda faltam para o bônus ou para as férias.

Foi por causa dessas quatro letrinhas que hoje me aceito, como Introvertido, Intuitivo, Sentimental, Percebedor, e hoje sei como usar isso para mudar o mundo, as pessoas que precisam ou querem minha ajuda, e deixar minha marca no universo.

E eu conclamo (summon) vocês, à fazerem o mesmo, a entrar nessa jornada de autodescobrimento, e compreender melhor à si mesmos, e a humanidade.

Curar suas feridas, limitar e saber lidar com suas fraquezas, e usar na potencia máxima suas forças e dons, para se tornar a melhor versão de si mesmos que desejarem e puderem ser!

Estão vendo, a infinidade de coisas que podemos aprender com essa boba teoria?

E esse, para mim, é o maior poder de todas as teorias psicológicas e de personalidade que estudei, e estudo. Mesmo com todos seus defeitos e limitações.

E aí, pergunto, será que essas teorias são uma fraude, algo que precisa ser provado como falso e falho?

Ou será que podemos pelo menos usá-las dentro de suas limitações para sugar todo o conhecimento que está disponível na internet, e na mente e coração das outras pessoas, que só nos está disponível hoje, porque essas teorias existem?

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4 comentários

  1. Sou uma intj e ja estive no seu blog lendo sobre eneagrama, desde entao gostei muito das suas postagens e da facil compreensão que passa, e gostei muito desse, tive que comentar, penso da mesma forma e gostaria que as pessoas pudessem ver com esses olhos ao invés de simplesmente levar ao extremo

    1. Muito obrigado pela mensagem.
      Fiz esse post porque fico entediado de ver as pessoas mais preocupadas em provar ou desaprovar as teorias, do que aproveitá-las pelo benefício que já tem.

  2. MEU DEUS, MAIS QUE POST MARAVILHOSO 😍 Sério, a sua visão disso tudo é arrebatadora e me deixou bastante empolgada! Estou começando a estudar sobre MBTI para me tornar a melhor versão de mim mesma (engraçado que semana passada estava crendo que minha vinda ao mundo não servia de nada), pois vejo, enfim, uma luz no fim do túnel! Sabe, sempre tive aquele sentimento do tipo eu-só-posso-ser-um-alien-alguém-me-leva-pra-marte, e finalmente compreendo o porquê disso, posso, enfim, me aceitar como sou e aprimorar esse meu eu! Enfim, continua com esse trabalho, te desejo muito sucesso, você é 10!

    1. Muito obrigado Laís!
      O autoconhecimento é uma jornada sem fim e a cada marco, a cada nova descoberta, encontramos mais de nos mesmos, nossa missão e como podemos contribuir para a humanidade. E isso que noa faz acordar com ânimo e um sorriso no rosto a cada dia… Não desista!

      Precisando estamos aqui…

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