Testemunhos: ENTJ

Oi pessoal, resolvi fazer essa área de testemunhos para que através dos comentários, anônimos ou não, possamos dizer um pouco da realidade, de como é viver como cada um dos 16 tipos.

Pois as descrições são genéricas, tem muitos estereótipos, muitas coisas que na vida real não é como descrito nos sites.

E ninguém melhor para dizer e exemplificar como as características do seu tipo, ou funções, ajudam e prejudicam no dia a dia, vida, relacionamentos, carreira, etc., que a própria pessoa de cada tipo.

Assim trocamos ideias, encontramos pessoas que pensam parecido, que estão passando pelas mesmas coisas,e até, ajudamos as pessoas que tem dúvidas entre mais de um tipo a se tipificarem corretamente, ajudando ela a “se encontrar”.

A proposta é compartilhar e ajudar, não virar um muro das lamentações, portanto compartilhe informações e experiências que vão agregar valor aos demais leitores…

Então deixe seu comentário (descrição de si ou experiências pelas quais passa), anônimo ou não abaixo…

Um comentário em “Testemunhos: ENTJ

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  1. Acho que o cebolinha dono do site (curto muito teu conteúdo) não vai ler isso porquê o post relatos de ENTJ é velho, mas…
    Não se ofenda por eu te chamar de cebolinha, seu careca é bonitinha.
    Conheci eneagrama pelo seu site e vídeos, recomendado por um amigo. Um dos motivos que me interessei muito e fiquei :o, foi sua descrição sobre a transformação do eneagrama 2 em 8, no seu vídeo sobre 8 parecia que tava descrevendo minhas fases.

    Relato de um ENTJ 8w7

    palavras-chave: ENTJ, 8w7, eneagrama 2, esgotamento mental, depressão, tratamento psiquiatrico, TPOC, namorada 9 istj, diferença de idade, pais narcisistas, “família”, dependencia emocional, invasão de privacidade, infância estranha, odeio eboy, Excêntrico, Vício-em-risco, esquisito, controlador, passivo-agressivo, bonzinho, anarcocapitalismo, ODEIO AUTORIDADE, quase morri várias vezes, dificuldade em chorar.

    Tenho 19 anos (entj 8w7) e desde os 15 (2018) anos minha vida é um esgotamento mental depressivo, passei em psiquiatra e fui diagnosticado com depressão profunda em 2020 (17y) e fiz tratamento pra pensamentos introsivos – Desde 2018 minha vida estava um esgoto e em 2020 atingiu o clímax, eu não relaxava pra nada, não conseguia assistir um filme (mix de esgotamento + privação de sono + tensão). A doutora disse que eu poderia ter TPOC (Transtorno de Personalidade Obssessiva Compulsiva, não é o mesmo que TOC) mas nunca foi concluido. Tomei frontal 0,5mg + cloridrato de venlafaxina 75mg e depois troquei o frontal por olanzapina. Moro com meus pais e irmão. Ao mesmo tempo que me preservo muito sou bem auto-destrutivo. Odeio profundamente autoridade e procuro inecessavelmente independencia de todas as formas.

    Hoje estou quase recuperado e integrado na sociedade, trabalho e to fazendo curso no senai. Como cheguei aqui?

    Eu não sei por onde devo começar e quero resumir pra não ficar extenso.
    Quando eu tinha 15 anos (10 de janeiro de 2018 quando comecei a conversar com ela, 13 de fevereiro as 2h da manhã quando comecei a namorar, 1 mês depois de fazer aniversario em dezembro) comecei a namorar uma princesinha depressiva que já tinha diversas tentativas de suicidio. Ela (eneagrama 9 total) era demais, ela é demais. Apesar de toda frieza moribunda é uma pessoa muito serena e com muito coração, fofura e amor, não do tipo loirinha extrovertida, uma morena de visão profunda da vida, dos cabelos negros, alguém que parece que saiu de um filme, e meu deus do céu (sou ateu) amigo me apaixonei no momento que a vi e a amo até hoje.
    Sobre a diferença de idade, to nem aí, peço que o leitor ignore qualquer parâmetro moral que ele tenha e foque no desenvolvimento do personagem (no que tange a diferença de idade, as diferenças sociais não eram tão divergentes. Depois dela ter sido abusada pelo avô com 13 anos sua vida parou totalmente e praticamente não melhorou já que a família só piorou a situação julgando ela). Eu tinha 15 anos, primeiro relacionamento, lol tu acredita nisso? Totalmente inexperiente e abracei o peso de tentar fazer aquela mulher feliz porquê eu amava muito ela, óbvio que ia dar merda.
    Namorei do começo de 2018 até o ano novo de 2020 e terminei porque fiquei totalmente esgotado e burnout: Stress, ansiedade, noites sem dormir pq ela queria se matar. Mas isso não é uma história sobre meu relacionamento. Paralelamente a estar em uma situação de fragilidade emocional, eu tenho pais narcisistas (e irmão) que infernizaram meu relacionamento e pioraram 200% a situação “tentando ajudar”. Lembro até hoje quando minha “querida” mãe, numa noite que minha princesa queria se matar e eu estava tentando convencê-la por mensagem a não fazer, disse que eu não sou psicologo, pegou o celular da minha mão e mandou eu orar pra Deus por ela.
    Até hoje… Eu posso controlar, ser agressivo, manipular, ser auto-destrutivo, ir com tudo contra quem pisa em mim, mas eu sou fraco, extremamente frágil e sucetível a dependencia e manipulação emocional. Eu consigo ir da ovelha negra destruidor de família ao viadinho que quer aprovação dos pais em 2 segundos. Só consegui melhorar isso e me livrar de uns meses pra cá. Antes eu não conseguia não sorrir pra eles não importa a merda da situação, era eu xingando eles uma hora e duas horas depois agindo como se nada tivesse acontecido, e eu me odiava por isso, me odiava por ser patético, porque o problema não era eles e sim uma presença mental deles que eu tinha em minha mente, em determinado tempo eu de tão fragilizado parei de me rebelar em pensamento e fazia de tudo pra tentar compensar com atos. Dado isso eu digo que vivo numa prisão mental, que eles são narcisistas e fizeram isso comigo, mas sempre existiu uma voz auto-depreciativa que diz que o trouxa sou eu, o culpado sou eu, que eu me faço de vítima e vejo coisas onde não existe, e no fim minhas teorias anarquicas se provam com a constante invação de privacidade e dissimulação da realidade quando estão comigo, onde tudo fica simplesmente estranho e burro e eu não consigo entender porra nenhuma, parece que 2 + 2 não se aplica e a realidade vira tudo que convém eles numa tremenda hipocrisia. Não perdem uma oportunidade pra ler minhas conversas caso eu deixe o facebook aberto ou o celular desbloqueado, inclusive no passado leram eu falando mal deles e diziam que eu pintava eles de monstro. Meu irmão me chamava de aberração. No fim de 2018/começo de 2019 minha mãe tava com uma cara de morte e depressão e eles me culparam por isso, dizendo que ela tava preocupada comigo, porquê a boa preocupação deles sempre me ajudou positivamente né. Eu nunca pude contar nada pra eles, nunca tive uma palavra com meu pai sobre o que fazer, sobre conselho de relacionamento, sobre nada. Na verdade eu não contava 10% de nada porque cada “a” que eu falava era usado contra mim.

    Pré-caos

    Como eu disse, essa não é uma história sobre relacionamento, de uns meses atrás eu pensava “Como tudo mudou de uma hora pra outra (14>15 anos)?”.
    Lembro até hoje do meu pai me chamando de filha da puta e batendo na porta do banheiro por eu demorar, quando tinha 16 anos. As situações não são poucas kkkk. E sim, eu entendo que o relacionamento que eu tive não foi saudável, nem um pouco, mas eu não to nem aí amigo, e sinceramente faria tudo de novo só que melhor.
    Eu sempre fui muito inteligente, sempre me inspirava nos personagens “caóticos, anárquicos, fortes e superiores” (isso é o que eu pensava quando criança, não sou eboy taokey) quando era criança, o que eu quero dizer é que sempre tive um lado doido/controlador que é como eu me defino hoje, mas sinceramente era bem ok, coisa de criança, legal. Mas eu era muito bonzinho, muito calmo e humilde, minha mãe falava que eu nem chorava quando era um bebê. Fui criado parcialmente com minha avó e creio que isso influenciou muito. Minha mãe era enfermeira e fazia faculdade (na qual não terminou) de enfermagem, então ela mal parava em casa, acho que ela nem dormia: É auto-evidente nas olheiras dela. Meu pai vivia pescando com amigos e não trabalhava, ia por meses pra outros estados pescar (os amigos dele pagavam), acho que minha figura paterna foi meus tios e avô na casa da minha avó. Fora isso, não era uma infância “meu deus que ruim”, só sutilezas que se acumulavam.
    Estava lembrando essa semana, de uma coisa estranha. Quando eu tinha uns 6 anos minha mãe falava coisas como “você fala que me ama mas vai me trocar por outra mulher (uma namorada no futuro), é sempre assim.” E eu me sentia obrigado a dizer que não (como disse, bonzinho). Eu era claramente eneagrama 2.
    Depois de uma briga com meu pai arrumando as coisas pra ir embora de vez e eu e meu irmão chorar pedindo que não (curiosamente, eu forcei meu choro e não me afetei muito, meu irmão 3 anos mais velhos que sim. Eu não sei porque mas desde sempre tive que expremer meus sentimentos pra ver se saia algo, não por manipulação, mas porque eu queria sentir. Acho que as unicas vezes que recordo de chorar foram as vezes que minha mãe me batia, punição física me fazia chorar, ou quando me sentia solitário e que ninguém me amava quando meus primos me ignoravam), ele ficou e tomaram a decisão de abrir uma empresa com ajuda do amigo rico do meu pai (a empresa que trabalho faz 9 anos infelizmente/felizmente, meu pai e minha mãe gerenciam e eu trabalho com meu irmão único). Em 2013 aos 11~ anos vim pra uma cidade de MS que era fronteira de SP (200km da cidade que eu morava) com eles e até hoje estou aqui. Com o stress do trabalho, eu e meu irmão eramos negligenciados (ok eu acho…) e não tinha avó ou parente por perto pra suprir os papéis, não tinha nenhum parente na cidade. Sempre estudei em escola pública e na época eu tava gordinho (que fiquei até os 14 anos), portanto gordinho + tímido + intelectual em escola pública = bullying (eu estudava com gente de 18/19 anos no fundamental). Só fui ter um amigo de verdade com uns 14 anos no ensino médio. Mas nunca dei a foda, nunca me importei quando vim pra cá, nunca reclamei da vida, de não ter amigos, de mudança. Na verdade onde quer que eu esteja está suficiente pra mim, parece que nasci de boas com sofrimento. Mas obviamente, isso tudo me afetou, aos 14 anos (2017) eu era provavelmente depressivo-leve, não sentia as coisas direito e já tava fodido da cabeça de ficar em grupo do zap falando mal do estado, de judeu, fazendo raid e sendo egocentrico, mas foi um bom ano, eu me diverti muito com amigos virtuais que fiz, na verdade pode-se dizer que minha vida só começou depois dos 14.
    Minha infancia não teve um episódio traumatico, não teve uma situação “meu deus”. Creio que foram pequenas coisas acumulativas, na verdade eu tive que puxar o tapete e procurar dentro de mim porque nunca dei a foda, sou bem desconexo com meus sentimentos, eu sei porque to sentindo mas não o que to sentindo.

    (meio da história/desenvolvimento/sla parça ainda nao sou escritor)

    Quando comecei a namorar ganhei um enorme senso de responsabilidade + maturidade acelerada (que não foi saudável, nem to dizendo que era um homem formado). Lembra que eu disse sobre ser paciente e aguentar? Toda vez que minha ex queria se matar eu só respirava fundo, me acalmava e fazia o que tinha que ser feito, acalmava ela. Não importa o quão agoniado eu estivesse, ansioso, estressado, eu só respirava e fazia. Foi aí que eu despiroquei de vez e fui pro eneagrama 8, totalmente controlador sob si mesmo, frio e objetivo (obviamente teve um bom custo). Mlk, depois disso virou prazer. eu gosto disso, eu gosto de mecher com situações de perder tudo/ganhar tudo. Vício por intensidade, se arriscar, controlar, se impor, ser passivo-agressivo, e se divertir com a maior intensidade possível: É isso que eu sou hoje. Eu tive que me tornar forte por causa dos meus pais, da minha namorada, sempre tem algo, e eu gosto disso. Fui buscando independencia emocional, imposição social, não queria deixar ninguém pisar em mim mais, bullying é o caralho nem ligava pra essas coisas insignificantes mais.
    De 2018-2020 eu só gostava da situação. Depois, eu comecei a rir involuntariamente sobre a morte do meu avô, sobre minha internação no hospital (apendice, março 2020, fiquei uma cota no hospital pq meu instestino paralisou, ironicamente minha cicatriz parece a do bolsonaro kkkkkk), sobre a piada que a minha vida era (eu quase morri 2 vezes em 2020 também, apendice mal diagnosticado e por volta de outubro pisei em um copo de vidro e estourei ele no meu pé, estava sozinho em casa e sem zapzap, sorte minha é que eu tava com o notebook do meu irmão ligado e mandei mensagem pra minha tia de outra cidade no messenger que mandou mensagem pra minha mãe no zap, fiquei uns 10 minutos sentado lá sangrando pensando no que fazer kkkk nem sei como me livrei, sorte mesmo).
    Estava totalmente quebrado emocionalmente e energeticamente e aí fui parar no psiquiatra como disse no começo do texto. Os remédios eram pra relaxar. Pra me integrar de volta a sociedade eu fiquei igual um monge eremita em casa, sem assistir filme, procurando hábitos saudáveis, nada que encha minha cabeça, caminhava pra processar tudo e me recuperar (até hoje eu gosto de ficar andando pelo quintal de casa por horas quando tenho tempo, eu penso enquanto ando pq consigo pensar melhor). Cada dia um esforço, cada dia um suspiro, caminhando grão por grão e até hoje não estou 80% ainda. Tudo com extrema disciplina, essencialismo, calma e esquisitisse ( eu sou esquisito e não to nem aí pra tradição e normas dogmáticas da sociedade).
    Tem bastante coisa que posso falar mas acho que se você teve paciencia pra ler isso tudo já deu né.
    Não preciso dizer muito sobre o que sinto pelos meus pais e irmão. Engraçado que, eles diziam que meu namoro era o problema de eu me afundar (parcialmente correto), mas faz mais de 2 anos que eu terminei e superei isso mas o que continua a fragilizar meu fraco coração é ter que acordar cedo e invés de sorrir, ter que olhar pra cara deles. Minha mãe constantemente invade minha privacidade, fuça na MINHA carteira e me questiona sobre o MEU dinheiro, que ralo pra conseguir.

    Sobre mim

    Sou excêntrico (literalmente mandava foto de calcinha pros outros só pra chocar, eu nao sou gay), amo rir das coisas, sou controlador (tenho que liderar sempre e comandar sempre, me impor sempre mas também sei reconhecer o meu lugar), gosto de ser passivo-agressivo com as pessoas (sobre o comportamento arriscado, já dei em cima de mulher de traficante e mandei foto pro cornao com ela, mas tudo na passivo-agressividade enquanto bancava o amigão, tbm n foi nada demais o cara era frouxo, não quero aumentar nada), mas tenho um coração muito bom (esqueci de falar, mas com minha princesa eu desenvolvi muita empatia e amor, nunca tratei aquela mulher mal. Eu não me defino com agressividade, dou amor pra quem merece e ódio pra quem merece, ao contrário do esteriótipo entj/eneagrama 8), ODEIO AUTORIDADE.
    Nunca pensei em me matar, só vontade mesmo, mas nunca um pensamento de vou fazer isso, algo mais normal tipo “que vontade de morrer do caralho”. Nunca desisti, nunca se quer passou um pensamento de “alívio”. Só preciso de tempo e minha mente, paciencia pra resolver tudo calmamente, de grão em grão em um quebra-cabeça sadomasoquista. Eu não vou morrer até ter criado o meu chão. O mix de esgotamento mental + depressão era torturante, o não conseguir chorar da depressão + tentar chorar e não conseguir porque não tem energia pra isso e 10 segundos depois esquecer o que se passava, como se estivesse prestes a adormecer – apenas deixando os sentimentos passarem sem poder fazer algo com eles, como se estivesse em coma.
    É nóis cebolinha. Ah, pra contextualizar melhor quem eu sou, falando dos meus gostos, meu personagem favorito é Billy Butcher da HQ de The boys (por favor não associe com o da série, são personagens completamente diferentes) que é 8w7, na real eu tenho as mesmas bochechas, orelha pequena e sorriso dele, sem exageiro, foi um dos motivos que eu me apaixonei pelo personagem (-insira o meme de algum pardo se comparando com o eren aqui-).
    Se meu texto passa uma hipérbole/romantização de traços edgy, eu só fui conhecer eneagrama e mbti muito tempo depois de me definir como controlador, não foi em um grupo do facebook de mbti.

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